segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Furo na camada de ozônio do Ártico se iguala ao da Antártida


Cientistas anunciaram que foi aberto um buraco na camada de ozônio sobre o Ártico de dimensão equivalente a cinco vezes o tamanho da Alemanha, igualando-se ao que existe sobre a região da Antártida. Provocado por um frio excepcional no Polo Norte, este buraco se moveu durante 15 dias sobre o leste europeu, Rússia e Mongólia, expondo as populações em alguns casos a níveis elevados de radiação ultravioleta. Os cientistas afirmaram ainda que, a cerca de 20 quilômetros acima da superfície terrestre, 80% do ozônio tinha desparecido. A camada de ozônio impede a passagem dos raios ultravioleta do sol. Esses raios têm efeitos nocivos à saúde, podendo provocar câncer e outras doenças. Porém, durante o inverno e a primavera nas regiões dos polos, a proteção é atacada regularmente por compostos contendo cloro (clorofluorocarboneto, o CFC) utilizado pelo homem nos sistemas de refrigeração e aerossóis. A produção de CFC é quase nula atualmente, graças ao protocolo firmado em 1985 em Montreal, no Canadá. O frio intenso continua a ser o fator principal da destruição do ozônio. Pelo efeito do frio, o vapor da água e as moléculas de ácido nítrico se condensam e formam nuvens nas camadas inferiores da atmosfera. Nessas nuvens o cloro é formado e finalmente provoca a destruição do ozônio. Geralmente, o buraco é muito maior sobre a Antártida onde faz mais frio do que no Ártico. Contudo, as últimas medições feitas no Polo Norte mostraram que a diminuição do ozônio é mais variável e mais limitada do que no Hemisfério Sul. Observações de satélites feitas entre o inverno de 2010 e a primavera de 2011 mostraram que a camada de ozônio foi afetada entre 15 e 23 km de altura. As perdas mais importantes - mais de 80% - foram registradas entre os 18 e 20 km. "Pela primeira vez, a diminuição foi suficiente para que se possa falar razoavelmente do buraco da camada de ozônio no Ártico", afirma o estudo publicado neste domingo na revista científica britânica "Nature". Segundo Gloria Manney, do Jet Propulsion Laboratory, na Califórnia, o responsável é um fenômeno conhecido como "vórtice polar", um ciclone que atinge todo inverno a estratosfera ártica e que nasceu no ano passado devido ao frio extremo. "A destruição do ozônio começou em janeiro, e acelerou a tal ponto que as concentrações de ozônio na região do vórtice polar eram muito inferiores que no ano passado", disse. Valores particularmente baixos foram observados "durante 27 dias em março e no começo de abril, em uma superfície de mais ou menos dois milhões de km²", afirmou a cientista. Este número equivale à destruição do ozônio na Antártica nos anos de 1980. No mês de abril, durante quinze dias, o vórtice se moveu sobre as regiões mais densamente povoadas da Rússia, Mongólia e leste europeu. Medições efetuadas no nível do solo indicaram valores elevados de radiação ultravioleta, segundo Gloria Manney. De acordo com a pesquisa publicada na "Nature", atualmente é impossível prever se estas perdas na camada protetora de ozônio vão ocorrer novamente naquela região.
Fontes: G1; Último Segundo

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