terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nova espécie de perereca é descoberta dentro de flor em Minas

Para sobreviver, uma espécie milimétrica de perereca, até então desconhecida da ciência, escolheu viver em uma flor que possui um reservatório de água. Essa flor foi localizada a 1.900 metros de altitude, onde a temperatura chega facilmente aos 10 graus. A descoberta científica aconteceu em Minas Gerais, no Pico do Itambé, que fica no trecho da Serra do Espinhaço que passa pela cidade de Santo Antônio do Itambé, a 221 quilômetros de Belo Horizonte. A bióloga Izabela Barata não pensava que sua pesquisa na região resultasse na descoberta de uma nova espécie. O objetivo inicial do trabalho era contabilizar o número de espécies na medida em que os pesquisadores sobem o pico.“Coletamos cinco pererecas. Uma toda preta e a outra preta com pintas brancas. Os anfíbios precisam de água para reprodução e a bromélia oferece a água”, explicou. Izabela é pesquisadora do Instituto Biotrópicos, uma organização não governamental (ONG) que pesquisa a biodiversidade de uma região para saber como preservá-la. Izabela está uma equipe que pesquisa o Pico do Itambé e trabalha na pesquisa de anfíbios desde 2002. Até então, nunca havia descoberto uma espécie. “A gente cria uma expectativa grande porque mostra para vários pesquisadores e ninguém consegue identificar. Gastamos três noites para subir o pico, mas valeu a pena”. As cinco pererecas coletadas foram sacrificadas para serem catalogadas em um museu.“Precisamos descrever as caracteristicas do corpo inteiro do adulto e do girino. Temos também o registro de vocalização, pois eles cantam, ou melhor, coaxam. Depois, começam estudos de biologia, reprodução e genéticos, que podem servir para a conservação das espécies", diz ela. A bióloga conta ainda que o Brasil é o país com maior número de espécies de anfíbios em todo mundo: são mais de 800 tipos. “Minas destaca-se bastante porque tem três biomas: mata atlântica, cerrado e caatinga", conta ela, que faz questão de explicar uma diferença que sempre passa desapercebida: “O sapo tem a pele mais rugosa, a perereca tem viscos adesivos, fazendo com que grude na parede, e as rãs têm membranas nadadoras. As pessoas fazem muita confusão”, faz questão de explicar.

Foto 1: Divulgação/Izabela Barata ; A perereca descoberta em Minas fica em cima do dedo da pesquisadora

Foto 2: Divulgação/Izabela Barata ; O campo de plantas onde a perereca foi descoberta

Foto 3: Divulgação/Izabela Barata; A perereca dentro da bromélia

Foto 4: Divulgação/Guilherme Ferreira; O pico do Itambé, no centro da foto









Fonte: Último Segundo

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