domingo, 20 de novembro de 2011

Caranguejo-violinista e a sua pinça gigante

O nome caranguejo-violinista é a designação comum aos pequenos caranguejos do gênero Uca, da família dos ocipodídeos, que são encontrados no Atlântico. Tais crustáceos são geralmente pequenos. Os machos possuem uma das pinças (quelíceras) maior que a outra. A pinça é tão grande que quase se iguala ao tamanho da cabeça do animal. A desproporção entre as quelíceras lembra uma imagem de um violino ou um arco. Por isto, o nome popular dado ao crustáceo. A pinça pode ser um atrativo sexual, pois a fêmea se atrai pelo tamanho dela, que é utilizada no ritual do namoro. Já a outra pinça, as vezes, acaba sendo um obstáculo na hora de procurar alimentos. Os caranguejos-violinistas estão entre os habitantes mais familiares das áreas de estuários, exercendo um importante papel estrutural e funcional na ecologia dos manguezais. Estes caranguejos, ao removerem a terra, promovem o que chamamos de bioperturbação, auxiliando na ciclagem de nutrientes. A coloração dos adultos é variável e embora não sejam coloridos uniformemente, apresentam padrões de cores dominantes: violeta escuro, vermelho, laranja e amarelo, variando a intensidade. Esta, é determinada por células tegumentares especializadas que estão localizadas na hipoderme, denominadas cromatóforos. As cores ainda são influenciadas simultaneamente pelo ciclo biológico do animal e pelas marés. De dia, na maré-raza, os pigmentos se espalham por toda a área dos cromatóforos, tornando os animais mais escuros. Durante a noite, a coloração é menos intensa. Os caranguejos mais jovens, comumente apresentando tamanho inferior a 15 mm, apresentam uma coloração castanha uniforme e muito similar ao corpo. O caranguejo-violinista é bastante encontrado em regiões do Pacífico, no Japão e na Índia, mas também é visto na África e na Europa por possuir diversas subespécies. O caranguejo é conhecido também pelos nomes de chama-maré, catanhão-tesoura, chora-maré, ciecié, maracauim, siri-patola, tesoura, vem-cá e xié.
Fonte: Rede Ambiente

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