quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Libélulas 'morrem' de medo de peixes


A presença de peixes predadores pode levar à morte libélulas por conta do estresse, segundo um estudo divulgado por uma equipe de biólogos da Universidade de Toronto, no Canadá. Os pesquisadores descobriram que o medo toma conta das libélulas até mesmo quando os predadores aquáticos não consegue alcançar os insetos para matá-los. O trabalho foi divulgado na revista científica "Nature". Durante o estudo, os canadenses criaram larvas de libélulas da espécie Leucorrhinia intacta em tanques e aquários junto a seus predadores. Os animais foram separados de forma que as líbelulas pudessem ver e sentir o cheiro dos peixes, mas não podiam ser alcançadas por eles. Rowe afirma que o resultado das pesquisas era inesperado. As taxas de sobrevivência das larvas colocadas próximas aos predadores eram de 2,5 a 4,3 vezes menores do que as de libélulas criadas longe das ameaças. Outro experimento mostrou que 11% das larvas expostas a peixes morreram quando tentaram fazer a metamorfose para se tornarem libélulas adultas. Esse percentual baixou para 2% entre os insetos criados longe dos predadores. Para os cientistas, estas descobertas podem ser aplicadas para todo tipo de ser vivo que passe por estresse elevado. Eles defendem que este estudo publicado na "Nature" possa servir como um modelo para pesquisas futuras sobre a relação do estresse com a morte. O estudo do medo é um tema importante entre as pesquisas em ecologia, segundo o professor Locke Rowe, um dos autores do artigo. Conforme avançam os estudos sobre como os animais respondem quando sentem a presença de predadores, os cientistas desvendam cada vez mais a ligação do estresse com o aumento do risco de morte. Infecções que normalmente não matariam os bichos, tornam-se perigosas quando o animal se sente em perigo.
Foto: Shannon J. McCauley / Divulgação
Fonte: G1

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