sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Marrocos é escolhido para dar início ao projeto Deserte


Marrocos foi o local escolhido para dar início ao projeto Desertec, que pretende implantar uma rede de paineis solares e parques eólicos no norte de África e Oriente Médio. O complexo será capaz de suprir 15% das necessidades energéticas da Europa até 2050 e receberá um investimento de €400 bilhões. Criada por uma coligação de companhias que incluem E.ON, Siemens, Munich Re e Deutsche Bank, a Desertec Industrial Iniciative (DII) foi anunciada em 2009 e finalmente sairá do papel. De acordo com o jornal The Guardian, a primeira fase do projeto terá início em 2012 e envolverá a construção de um parque solar de 500 MW em Marrocos, perto da cidade de Ouarzazate. De acordo com Paul van Son CEO do DII, o parque terá 12 quilômetros quadrados e será “um projeto de referência para provar aos investidores e políticos da Europa e do Médio Oriente/Norte de África (MENA) que o Desertec não é um sonho, mas sim uma fonte de energia renovável viável para as próximas décadas”. Ainda segundo Van Son, a planta de 2 bilhões de euros será uma solução “ganha-ganha” para a Europa e região MENA. Negociações estão sendo realizadas com o governo da Tunísia para a construção de um parque solar no local e, posteriormente, será discutido o projeto com a Argélia. A previsão é de que a Líbia, Egito, Turquia, Síria e Arábia Saudita se unam à rede até 2020. De acordo com a reportagem do jornal britânico, o governo do Egito espera que em 2016 esteja construído um parque eólico de 1000 MW no Golfo do Suez.
Alemanha quer energia renovável para substituir nuclear
Segundo Jochen Homann, secretário de estado do Ministério da Economia e Tecnologia da Alemanha, as políticas de energia do país sofreram grandes alterações recentemente - o que inclui o anúncio do fechamento das usinas nucleares até 2022. Com isso, o projeto Desertec foi visto como uma oportunidade para o país, afirmou. “Queremos entrar na era das energias renováveis com fontes sustentáveis de eletricidade fornecendo 80% da nossa geração de energia até 2050. À medida que aceleramos a nossa eliminação da energia nuclear, temos necessidade de salvaguardar uma fonte acessível de eletricidade e estamos interessados em importar fontes renováveis no futuro”, disse. Entretanto, Homann ressalva que é necessário um compromisso de longo prazo dos países da região MENA. Para ele, deverá existir uma “liberalização” dos mercados energéticos na região uma vez que o “norte de África ainda fornece grandes subsídios para os combustíveis fósseis.”
Foto: Divulgação
Fonte: EcoD

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela visita. Deixe sua crítica e sugestão para aperfeiçoarmos o blog. Abraços e Volte Sempre.