quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Praia no Rio Paraguai tem quase um ataque de piranhas por dia em MT




Turistas e moradores da cidade de Cáceres, na região do Pantanal mato-grossense, estão assustados com uma série de ataques de piranhas ocorridos este mês no Rio Paraguai na cidade, distante 220 quilômetros da capital Cuiabá. Pelo menos 12 banhistas já foram atacados desde o início de novembro na praia de Daveron, localizada no centro da cidade e conhecida por ser um dos principais pontos turísticos por conta do Festival Internacional de Pesca, que ocorre todos os anos em Cáceres. De acordo com o Corpo de Bombeiros, esta é a primeira vez que ataques são registrados naquela região. Ainda segundo os bombeiros, a orientação é que turistas e banhistas tomem cuidado ao entrar na água. Logo na entrada da praia, uma placa de alerta foi instalada advertindo para o perigo e o risco de ser mordido pelas piranhas. “As pessoas devem tomar muito cuidado. Se for mordido, tem que sair rapidamente e não deixar o sangue se espalhar. Imediatamente deverá procurar o hospital para fazer um curativo”, disse o tenente Raul Castro de Oliveira, do Corpo de Bombeiros. Ele destaca que os bombeiros estão realizando um trabalho de orientação e prevenção aos banhistas na região para evitar novos ataques. O tenente também avalia que a grande concentração de cardumes na praia, nesta época do ano, pode ter contribuído para que os ataques tenham se tornado constantes. Segundo o bombeiro, apesar do número de vítimas, o local não deverá ser interditado para uso. Por outro lado, alguns clubes no município já suspenderam o banho de rio aos associados, na tentativa de evitar que as piranhas se aproximem dos banhistas. Também chegaram a instalar alambrado no rio para evitar novos acidentes. Com as dentes afiados, as piranhas chegam a arrancar pedaços da pele dos pés, calcanhar e pernas dos banhistas. Entre as vítimas estão adolescentes e adultos. Em um dos casos, um adolescente de 15 anos teve ferimentos na sola pé quando brincava com amigos no rio. Já o jovem Élson de Campos Pinto, de 22 anos, quase teve a ponta de um dedo do pé arrancada no momento em que nadava na praia. “Eu dei um mergulho e, quando levantei, senti dores no pé. Vi que tinha perdido a unha e a pontinha do dedo. Sai correndo do rio porque fiquei com medo de ser atacado por causa do sangue”, disse o jovem. O rapaz conta que foi atacado no dia 13 de novembro, quando estava com familiares e amigos se divertindo na praia de Daveron. O acidente deixou todos assustados. “Saímos para passear e ocorre esse acidente. Nunca vi isso na minha vida e vou ficar sem entrar lá, por um bom tempo”, ressaltou. Para o pescador Hildegard Galeno Alves, morador da região, o fato tem gerado pânico. "Venho aqui [Daveron] com os meus filhos e sempre vejo sangue próximo às margens. Já percebo que alguém foi atacado. Não dá outra. O pior é que os ataques estão sendo no raso, já próximo à margem. Não é preciso ir muito fundo no rio", relatou o pescador. Hildegard conta que basta apenas lançar a rede de pescar que as piranhas são fisgadas em poucos minutos, como demonstração da grande concentração de cardumes, fazendo do local um ponto crítico. “Entrar aí, nem pensar”, avalia.
Comportamento: Segundo a bióloga Liandra Pinheiro, as piranhas têm entre 10 e 20 centímetros de comprimento, podem ser agressivas, mas só atacam como defesa. Ela explica que a piranha é um dos mais temidos peixes da água doce e isso se deve à violência de seu ataque, que pode ser realizado em grupo ou individualmente. Nesse caso de Cáceres, segundo ela, os peixes atacam individualmente. Segundo a bióloga, a concentração de peixes pequenos no rio e a desova que ocorre neste período de piracema estão colaborando para o aumento de cardumes de peixes no local. Além disso, destaca que centenas de turistas passam pelo local nos fins de semana. Nos outros dias, a prainha fica quase vazia. O único movimento é dos pescadores, que ficam no mesmo local usado pelos banhistas. Isso, de acordo com a bióloga, pode explicar os recentes ataques. “Vale ressaltar também a condição do rio atualmente, que está muito baixo pela falta de chuva”, apontou. Para a bióloga, os ataques deverão diminuir com as chuvas que começam a cair na região. “Acredito que com as chuvas e o aumento do volume de água no rio, os ataques não vão mais existir”, pontua.
Fotos 1 e 2: Kelly Martins/G1
Foto 3: Banhista foi atacado por piranha no Rio Paraguai em Cáceres. (Foto: Pedro Miguel/Arquivo Pessoal)
Fonte: G1

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