quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Renas têm dificuldade de resfriar o corpo após corrida


As renas do ártico possuem uma grossa pelagem que as ajuda a sobreviver a invernos gelados. Mas elas também precisam se resfriar no inverno quando seu corpo se aquece ao correrem. Agora, pesquisadores descobriram que a rena usa uma combinação de estratégias para se manter fresca. Arnoldus Blix, biólogo da Universidade de Tromso, na Noruega, e seus colegas descrevem suas descobertas no The Journal of Experimental Biology. "Você veste mais roupas no inverno. Se você correr e se aquecer, abre o casaco e tira o chapéu", disse Blix. "As renas não podem fazer isso; assim, observamos os mecanismos para saber como elas gerenciam a temperatura". Para conduzir o estudo, Blix e sua equipe treinaram renas para correr em uma esteira a diferentes temperaturas, de 10 a 30 graus Celsius, e registraram as respostas dos animais. Eles descobriram que a rena começa a se refrescar ofegando com a boca fechada e inalando ar frio pelo nariz. Isso resfria o sangue dentro das passagens nasais, e esse sangue mais frio acaba sendo distribuído pelo corpo pela veia jugular. Quando isso não é suficiente, a rena também ofega com a boca aberta e coloca a língua para forra, como fazem os cachorros. Isso resfria o sangue de forma mais eficiente e também permite que o animal perca calor através da boca, pela evaporação. Em situações críticas, quando o corpo está se aquecendo a uma temperatura perigosamente alta, a rena recorre ao último mecanismo de defesa, desviando o sangue frio do nariz para a cabeça, protegendo o cérebro do superaquecimento.
Foto: The New York Times; Renas do ártico: nem quentes, nem frias demais
Fonte: Último Segundo

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