quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Cientistas descobrem mais de 200 animais e plantas na Ásia em 2010

Um macaco com topete ao estilo Elvis Presley e uma salamandra psicodélica são algumas das 208 novas espécies descobertas no ano passado pelos cientistas na região asiática do Grande Mekong, rio que corta seis países do Sudeste Asiático como o Camboja, a China, Laos, Miannmar, Tailândia e Vietnã, segundo um estudo divulgado, onde habitam várias espécies em perigo de extinção. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) informou em comunicado que as descobertas ilustram a rica diversidade da região, mas também apontou os perigos de sobrevivência das espécies pelo desmatamento e caça furtiva. "Enquanto estas espécies são novas para a ciência, muitas estão já sendo servidas como jantar, lutando para sobreviver em um habitat cada vez mais reduzido ou à beira da extinção", advertiu Stuart Chapman, diretor do WWF para o Grande Mekong. O macaco "Elvis" (Rhinopithecus strikeri), localizado na selva birmanesa, é conhecido pelos habitantes do estado Kachin por seus espirros quando chove, já que não tem nariz e a água entra pelas fossas nasais. Ainda não foi fotografado, embora sua existência tenha sido documentada amplamente pelos cientistas. De acordo com o documento, entre 1997 e 2009 cientistas encontraram 1.376 novas espécies na região. Apenas em 2010 foram 145 plantas, 28 répteis, 25 peixes, sete anfíbios, dois mamíferos e uma ave.
Descobertas: Entre os animais encontrados está o lagarto-gecko-psicodélico (Cnemaspis psychedelica), encontrado em uma província do Vietnã. Sua diversidade de cores inspirou o nome da espécie endêmica de uma das ilhas do Grande Mekong, com densa cobertura florestal. Outras espécies que foram encontradas são um macaco endêmico de Mianmar (Rhinopithecus strykeri) e um lagarto que se reproduz por meio de auto-clonagem, sem a necessidade de um réptil macho (Leiolepis ngovantrii). O relatório do WWF também inclui cinco tipos de plantas carnívoras na Tailândia e Camboja capazes de engolir ratos, lagartos e até aves menores. Segundo o relatório, esta taxa de descoberta mostra que a região é uma das últimas fronteiras que abriga espécies desconhecidas no planeta. Entretanto, enquanto o encontro de novos exemplares de aves, mamíferos ou plantas destaca a biodiversidade da região, outras espécies estão fragilizadas devido à pressão do homem. O WWF afirma que a população de animais como o tigre (Panthera tigris) caiu 70% em uma década e a extinção do rinoceronte-de-Java (Rhinoceros sondaicus) no Vietnã, em 2010, “são urgentes lembretes de que a biodiversidade está se perdendo em um ritmo alarmante. Chapman lamentou a extinção documentada este ano do rinoceronte de Java no Vietnã como um dos "trágicos" indicadores da degradação da biodiversidade do Mekong devido ao desenvolvimento insustentável e à mudança climática. Por isso, a instituição cobra ações conjuntas destes países para evitar a perda dos habitats. “As nações não podem resolver efetivamente estes problemas pensando apenas dentro de suas próprias fronteiras”, informa o documento.

Foto 1: Lagarto-gecko-psicodélico encontrado na região do Grande Mekong, no Sudeste Asiático. (Foto: L. Lee Grismer/WWF/Reuters)

Foto 2: Macaco "Elvis" (Rhinopithecus strikeri),WWF

Foto 3: Espécie de lagarto (Leiolepis ngovantrii) que se clona e descarta a reprodução com exemplares machos. (Foto: L. Lee Grismer/WWF/Reuters)





Fontes: Último Segundo; MSNVerde(EFE); G1

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