segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Consumo de carne de peixe invasor no Caribe causaria envenenamento


Ambientalistas presentes em Saint Martin, ilha localizada no Caribe, alertam os moradores para que não consumam a carne do peixe-leão (Pterois volitans), espécie considerada invasora, devido ao risco de contaminação por uma toxina natural. O fato põe em xeque os esforços do pequeno território para conter a propagação do predador, nativo dos oceanos Índico e Pacífico, que colonizou grandes áreas da região após escapar de um tanque da Flórida, nos Estados Unidos, em 1992. Seguindo o exemplo de outras ilhas caribenhas, Saint Martin (ou St. Maarten) tinha a esperança de promover o uso deste peixe na culinária, servindo pratos com o pescado frito, empanado ou grelhado, o que retardaria sua propagação. O peixe-leão foi encontrado no território holandês da ilha em julho do ano passado e se multiplicou desde então. A espécie invasora devora peixes nativos e crustáceos, colocando em risco a biodiversidade marinha do local. Os pesquisadores observaram apenas um peixe-leão comendo até 20 outros peixes em menos de 30 minutos. Para a União Mundial de Conservação, o peixe-leão vermelho é uma das piores espécies invasoras do mundo
Insegurança alimentar: Segundo Tadzio Bervoets, chefe da Fundação St. Maarten para natureza, nos exemplares de peixe-leão capturados foram encontrados biotoxinas que levam ao envenenamento por ciguatera (intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes). É uma ameaça que tem sido crescente. Pessoas que comeram peixe contaminado podem sentir dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia, formigamento e dormência. A maioria dos pacientes se recupera em poucos dias, mas há casos raros de paralisia e até morte. "Isso significa que não podemos promover com segurança o consumo deste peixe", disse Bervoets. A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) ainda não tem um um relatório oficial sobre as doenças associadas ao consumo de filés de peixe-leão. “Mas em áreas endêmicas de ciguatera, as toxinas foram detectados em níveis superiores ao recomendado pela FDA”, disse o porta-voz do departamento Douglas Karas. Os cientistas ainda pesquisam o que mantém peixe-leão fora de seu ambiente nativo.
Foto: Foto de arquivo mostra um peixe-leão a cerca de 40 metros de profundidade, a 88 quilômetros da costa da Carolina do Norte, EUA. (Foto: Doug Kesling /NOAA Undersea Research Center via AP - julho de 2006)
Fonte: G1

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