segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Defesa de plantas contra bactérias é detalhada por cientistas nos EUA

Pesquisadores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, descobriram detalhes sobre como as plantas desenvolvem uma defesa contra agentes infecciosos como bactérias. Uma proteína chamada EDS 1 seria a responsável por ajudar na identificação dessas ameaças e fazer o organismo combatê-las. O estudo foi divulgado na edição desta semana da revista "Science". A equipe estudou vegetais do gênero Arabidopsis, grupo que pertence à mesma família da mostarda. São plantas com estruturas genéticas bem conhecidas por parte dos cientistas, que são atacadas da mesma forma por bactérias e outras pragas como fungos. Conhecer a resposta defensiva dessas espécies é a esperança dos cientistas para entender como outros tipos de plantas - especialmente as de culturas como a soja - podem se proteger de infecções e gerar colheitas melhores. Coordenados por Walter Gassmann, os pesquisadores analisaram como os vegetais e os agentes infecciosos interagem. Eles observaram que bactérias atacam estruturas vitais no sistema de defesa de espécies de Arabidopsis e de tomate, entre elas a EDS 1. Quando células sentinelas conseguem encontrar as ameaças antes delas atingirem a proteína, os cientistas dizem que a planta se tornou resistente. Agora, Gassmann sugere que novos estudos tentem descobrir como ampliar essa defesa provocada pela presença da EDS 1 e o que fazer para ajudar plantas que não tenham a proteína. A pesquisa atual foi financiada pela Fundação Nacional de Ciência norte-americana (NSF). O pesquisador explica que a preocupação atual de fazendeiros está em criar estratégias diversas para cada tipo de parasita. Para ele, seria melhor manipular genes das espécies cultivadas para que os ciclos de defesa sejam mais extensos. Mesmo que este objetivo esteja distante, Gassmann acredita que o caminho esteja nas pesquisas sobre alvos como o EDS 1. Para o cientista, manipular o DNA de plantas é melhor do que usar fungicidas. Em outro estudo, Gassmann analisa como uvas em geral podem ser melhoradas com a adição de genes de uma cultura típica no estado de Missouri, mais resistente a bolores. Isso dispensaria o uso de produtos químicos no combate a pragas.
Fonte: G1

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