domingo, 18 de dezembro de 2011

EUA vão restringir uso de chimpanzés em pesquisas científicas

Os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) anunciaram no dia 15 de dezembro que limitarão o uso de chimpanzés em pesquisas biomédicas, revisarão os atuais projetos e cancelarão temporariamente as bolsas de estudos de estudos que incluam primatas. O diretor do NIH, Francis Collins, destacou os benefícios científicos da pesquisa médica com animais e ressaltou que o uso de chimpanzés já estava restrito, mas assinalou que os novos métodos permitem alternativas. O NIH encomendou em 2010 um estudo do Instituto de Medicina sobre a necessidade de utilizar chimpanzés para a pesquisa biomédica e como trabalhar com eles, que concluiu que "embora o chimpanzé seja um modelo animal útil em pesquisas anteriores, seu uso para a pesquisa biomédica é desnecessário". O Instituto considerou que só se deve recorrer a esses animais caso os conhecimentos que resultem da investigação sejam necessários para melhorar a saúde dos cidadãos e não haja nenhum outro método para adquirir esses conhecimentos. Outra condição é que a pesquisa não possa ser desenvolvida de forma ética em humanos. Além disso, os animais utilizados deverão ser mantidos em ambientes adequados. O comitê também concluiu que poderiam continuar as pesquisas com chimpanzés relacionadas com tratamentos de anticorpos monoclonais, genômica comparativa e estudos não-invasivos de fatores sociais e de comportamento que afetam o desenvolvimento, a prevenção e o tratamento de doenças. No entanto, não pôde chegar a um consenso sobre a necessidade dos chimpanzés para o desenvolvimento da vacina contra o vírus da hepatite C profilática. Collins frisou que o NIH aceitará as recomendações do comitê, suspenderá temporariamente as bolsas de estudos às pesquisas que envolvam o uso de chimpanzés e encarregará um grupo de trabalho da análise dos projetos atuais. "Os chimpanzés são nossos parentes mais próximos no reino animal e proporcionam informação excepcional na biologia humana, por isso é necessário uma especial consideração e respeito". Embora a Europa tenha posto um fim às pesquisas com grandes símios em 1999, os Estados Unidos continuou a permitir estudos médicos com chimpanzés em áreas abrangentes, tais como vacinas para cura da HIV/Aids, hepatite C, malária, vírus respiratórios, cérebro e comportamento.Em maio havia 937 chimpanzés disponíveis para pesquisa nos Estados Unidos. O governo americano responde por 436 deles, e o restante são de propriedade privada e usados em pesquisas pela indústria.
Foto: Foto de arquivo de chimpanzé utilizado em pesquisas científicas nos EUA (Foto: AP Photo/Terry Gilliam)
Foto 2: The New York Times ; Os filhotes Patin, Emslee e Arielle, em New Iberia. Grupos de defesa dos animais consideram experiências com os macacos cruéis e desnecessárias
Fontes: G1; Último Segundo; estadao.com.br

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