sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Maldivas fecham "Ilha do lixo" para evitar que dejetos cheguem ao oceano

As autoridades das Maldivas proibiram que parte do lixo do país seja armazenado na pequena ilha de Thilafushi, fechada para evitar que os dejetos atinjam o mar. O local é conhecido como a "Ilha do lixo" e há tempos, organizações ambientais denunciam que Thilafushi está no limite de sua capacidade, e que, por isso o lixo acumulado cai na lagoa do interior da ilha e dali segue para o mar."Ela não está saturada, mas interrompemos a entrada de resíduos até que a área seja limpa", disse o diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA) local, Ibrahim Naim. Já a ONG local Bluepeace diz que a área é uma "uma bomba tóxica no oceano" e denuncia que nenhum tipo de serviço de reciclagem é feito na ilha. "Até existem pessoas isoladas reciclando resíduos como metais, garrafas e bolsas de plástico; mas isso não é feito de maneira profissional", reconheceu Naim. Porém, ele afirma que "o lixo que chega a mar aberto não é muito". A EPA denuncia que várias ilhas das Maldivas lançam seus dejetos em Thilafushi sem o tratamento adequado, por isso controles mais rígidos devem ser exigidos quando o lixão insular voltar a funcionar. Com sete quilômetros de comprimento e 200 metros de largura, a "Ilha do lixo" recebe boa parte dos resíduos produzidos nos numerosos complexos turísticos do arquipélago. As autoridades locais dizem que a construção de duas usinas de tratamento em Nova Délhi, capital da Índia, poderá melhorar o problema do destino dos dejetos nas Maldivas, um dos mais graves do país. As Maldivas ficam no Oceano Índico, no sudoeste da costa da Índia e do Sri Lanka. O país é formado por quase 1.200 ilhas (apenas 200 são habitadas) e recebe por ano cerca de 650 mil turistas, o dobro da população do arquipélago.
Fonte: Último Segundo

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