quinta-feira, 30 de junho de 2011

Lagos: Lago Maligne






-Localizado no Canadá;
-Está dentro do Parque Nacional Jasper, em Alberta;
-É um lago famoso pela cor da água e pelos picos ao seu redor, como também pelas três geleiras visíveis do lago e a Ilha Spirit , um dos locais mais fotografados do mundo;
-Está a 44 Km ao sul da cidade de Jasper;
-Possui aproximadamente 22,5 Km de comprimento;
-Com largura máxima de 1,5 Km;
-Com 97 metros de profundidade na parte mais funda;
-Está a 1.670 metros acima do nível do mar;
-Sua superfície possui área de 19,71 Km²;
-Os animais selvagens estão presentes em abundância ao longo deste lago, como o Grizzly Bear , o urso preto , veados , renas , lobos , alces e carneiros das montanhas, como as águias calvas , águias e osprey;
-Dentro deste lago existe uma ilha de nome Espírito, sendo muito visitada por turistas, com 14 Km de extensão;
-É rodeado por florestas de abetos e pinheiros;
-Maligne Lake era originalmente conhecida como "Chaba Imne" ou lago Beaver pelas tribos nativas que viviam perto de Jasper;
-É o maior lago natural das Montanhas Rochosas.
Fontes: pc.gc.ca; jaspernationalpark.com; malignecanyon.com; explorejasper.com; malignelake.com.
Maria Celia Amorim

Em uma década, 1.000 espécies foram descobertas em Nova Guiné

Espécie de golfinho de cabeça redonda (Orcaella heinsohni) descoberta durante exploração à ilha Nova Guiné


Espécies de animais, mais de 1.000, entre insetos e plantas foram descobertos entre 1998 e 2008 na ilha Nova Guiné, aponta relatório publicado pela WWF. Ratos de um metro, rãs com caninos, cobras cegas e um golfinho de cabeça redonda foram catalogados por cientistas, além de dezenas de borboletas e invertebrados apontadas no documento sobre a biodiversidade da ilha, compartilhada pela Indonésia e Papua Nova Guiné. "Este estudo mostra que as selvas e os rios da Nova Guiné se encontram entre os mais ricos, em termos de biodiversidade, no mundo", resumiu Neil Stronach, chefe para a Melanésia Ocidental da instituição. A Nova Guiné, que se estende da Ásia à Oceania, só cobre 0,5% da superfície da Terra, mas possui até 8% das espécies catalogadas no mundo. O relatório afirma também que a biodiversidade do local é tanta, que ainda é possível fazer novas descobertas. Um único quilômetro quadrado de floresta tropical pode abrigar mais de 150 espécies de pássaros, de plumagens muito coloridas. Os cientistas viram igualmente a maior borboleta existente, com uma envergadura de 30 cm, e ratos gigantes de cerca de um metro de comprimento. Entre as 1.060 espécies descobertas em 10 anos, uma das mais notáveis é a do golfinho de cabeça redonda e nadadeiras levantadas, que vive em águas pouco profundas das desembocaduras dos rios. Esta descoberta, feita em 2005 na Papua-Nova Guiné, foi a primeira de uma nova espécie de golfinhos em três décadas, segundo o WWF. Também foram registradas 580 novas espécies de invertebrados, entre elas um caracol amarelo fluorescente, e 71 peixes. Entre as 43 espécies de répteis figura uma das tranquilas serpentes do mundo: ela mede apenas de 12 a 14 cm, não vê nada, não morde e carece de veneno. "Litoria sauroni" é o nome que os cientistas deram a uma rã cujos olhos com manches rubro-negras recordam Sauron, o personagem maléfico da saga "O senhor dos anéis". Uma rã mede apenas um centímetro de comprimento, enquanto que outra possui patas aladas. Apesar da empolgação dos cientistas por estas descobertas, o WWF adverte que a intensificação das atividades humanas ameaça seriamente o ecossistema de Nova Guiné. Muito rica em matérias-primas, a Nova Guiné é, de fato, vítima do desmatamento, legal ou não, para o desenvolvimento de minas, plantações e a construção de estradas. "A estas ameaças ambientais se soma a mudança climática, que aumenta a quantidade de incêndios florestais, a erosão e a afluência da água do mar nas áreas costeiras habitadas pelas espécies animais", enfatiza a WWF.
Foto: Guido J. Parra/WWF; 
Fontes: G1; Último Segundo; estadao.com.br.

Estação seca


Indo em direção ao subsolo, membros da expedição entram em Hang En, uma caverna formada pelo rio Rao Thuong, no Vietnã. Os meses de seca provocam a diminuição do nível da água em várias lagoas da região. Em outros períodos, o rio chega a subir até 90 metros, cobrindo por completo as pedras onde está a equipe da expedição.
Foto: Carsten Peter / National Geographic Image Sales
Fonte: Último Segundo

Morcegos possuem sensores de voo naturais


Pequenos pelos nas asas dos morcegos ajudam esses animais a controlar seus voos, segundo um estudo publicado na edição da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. De acordo com a líder do estudo, a neurocientista Susanne Sterbing-D’Angelo, da Universidade de Maryland, esses pêlos agem como “sondas Pitot”, que em aeronaves tiram informações do fluxo de ar no exterior do avião para orientar os pilotos. Da mesma maneira, essas estruturas tiram informações do ar, como velocidade e orientação, que são processadas no cérebro dos animais. A equipe de Sterbing-D’Angelo primeiro analisou a atividade cerebral de morcegos quando esses pelos eram estimulados por fluxos de ar. Depois, para testar, treinaram os animais para voar por uma sala com obstáculos. Por último, rasparam os pelos para ver como eles se comportavam. Sem as estruturas, os animais apresentaram dificuldade de voo: eles não desviavam com a mesma eficiência nem voavam tão rápido. De acordo com os pesquisadores, a descoberta pode ser usada para melhorar a engenharia de vôo de aeronaves e helicópteros.
Foto: AFP Photo / via BBC
Fonte: G1

quarta-feira, 29 de junho de 2011

“Bichos Feios”: Peixe Dragão





-Pachystomias microdon;
-Pertencem a família Stomiiformes;
-É um peixe predatório também conhecido como dragonfish;
-Habitante das profundezas dos mares, são peixes abissais;
-Sua língua tem dentes afiados como uma navalha;
-Seus dentes são bastante fortes para agarrar suas presas;
-Possuem uma série de células fosforescentes espalhadas na boca, ao longo do corpo e debaixo do olho;
-Este peixe possui barbilhão, que é um fio que sai por baixo da mandíbula do peixe, com um farol na ponta.
Fontes: Segredos do Mar, Seleções do Reader's Digest; hypescience.com; ambientebrasil.com.br; fishbase.org.
Maria Celia Amorim

Mudança do clima ameaça habitat de ornitorrinco na Austrália


As mudanças climáticas poderão diminuir em um terço as zonas habitadas pelo ornitorrinco na Austrália, alertaram pesquisadores da Universidade de Monash. Graças a sua espessa pele, o animal consegue viver nas frias profundezas dos rios, mas sua pelagem pode acabar sendo fatal para ele devido ao aquecimento global, adverte um estudo. Esse mamífero semiaquático tem hábitos noturnos, rabo de castor, focinho em forma de bico de pato, coloca ovos e é originário da Oceania. Os pesquisadores utilizaram dados sobre o clima e o habitat do ornitorrinco durante cem anos para estabelecer a diminuição do número desses animais, relacionada com as secas ou as ondas de calor. A equipe de pesquisadores extrapolou estes resultados segundo várias alternativas climáticas para determinar o impacto das mudanças climáticas sobre a população de ornitorrincos. "Nosso resultado mais pessimista assinala a redução de um terço dos habitats deste animal", diz a pesquisadora Jenny Davis, cujos trabalhos foram publicados na revista "Global Change Biology". A pior hipótese dos cientistas assinala um desaparecimento do ornitorrinco na grande ilha da Austrália. Neste caso, essa espécie só continuará vivendo nas ilhas da Tasmânia, Kangaroo e King.
Foto: AFP
Fontes: G1; Último Segundo

Camadas internas da Terra contêm organismos multicelulares

Uma equipe de cientistas detectou pela primeira vez, em uma mina da África do Sul, organismos multicelulares nas camadas mais profundas da biosfera terrestre. O estudo, publicado no último número da revista "Nature", apresenta uma nova perspectiva a respeito da biodiversidade sob a superfície do planeta. Abaixo da crosta terrestre, a biosfera alcança profundidades de até três quilômetros, e abriga uma ampla variedade de organismos unicelulares. Até agora, no entanto, os cientistas pensavam que os organismos multicelulares não sobreviveriam nesse ambiente devido às altas temperaturas, à falta de oxigênio e ao espaço limitado. No entanto, a equipe do geólogo da universidade de Princeton (EUA) Tullis Onstott detectou diversos vermes nemátodos, incluindo uma espécie desconhecida - batizada de Halicephalobus mephisto -, entre 0,9 e 3,6 quilômetros abaixo da superfície terrestre, em uma rachadura formada pela água no interior de uma mina. Essas criaturas, que medem cerca de meio milímetro, suportam altas temperaturas, se reproduzem de maneira assexuada e se alimentam preferencialmente de bactérias. Os testes com carbono-14 indicam que a rachadura na qual os nemátodos foram encontrados se formou há entre 3 mil e 12 mil anos. Os resultados da pesquisa indicam que os ecossistemas localizados sob a superfície terrestre são mais complexos do que se acreditava até agora e podem causar grandes implicações na busca de vida em outros planetas.
Nemátodo comedor de bactéria é nova espécie descoberta nas profundezas terrestres.
(Foto: Gaetan Borgonie / Universidade de Gent)
Fontes: G1; estadao.com.br; Último Segundo

Golfinhos machos usam violência para aliviar frustrações

Pesquisadores americanos testemunharam três ataques de golfinhos a toninhas na Califórnia, um pequeno cetáceo parecido com um boto e que vive no hemisfério Norte. Os atos de violência ocorridos na baia de Monterey, na Califórnia, pareciam ocasionais, mas de acordo com um estudo, podem estar relacionados com frustrações sexuais de jovens golfinhos. Ataques como os vistos na Califórnia já haviam sido relatados no Reino Unido, no entanto, pela primeira vez, foi possível identificar que os agressores eram machos jovens e a causa seria excesso de testosterona. A descrição da cena deixa qualquer fã do seriado de TV Flipper horrorizado. Desde 2005, 44 carcaças de toninhas foram identificadas por sofrer ataques de golfinhos na baía de Monterey. Os três ataques testemunhados tinham em comum a perseguição de uma toninha por um grupo de até 16 jovens machos. Cercado, o animal era abatido por um, ou até três, golfinhos. Como os animais são monitorados pelos cientistas, sabe-se que Poke, Kelp e Naissance, Twinky, Phyto e Bat (como os animais são conhecidos) mataram as três toninhas. Os motivos que levaram os golfinhos a atacarem as toninhas ainda estão sendo avaliados, mas acredita-se que esteja relacionado com a frustração sexuais dos jovens golfinhos, já que os ataques aconteceram durante a época de reprodução. De acordo com Cotter, jovens machos não conseguem ter acesso às fêmeas devido à competição com machos mais velhos. Cotter escreveu um artigo sobre os fatos no periódico científico Marine Mammal Science, onde descarta outros possíveis motivos para os ataques. De acordo com o estudo não há razão para competição por alimento entre as duas espécies, pois as duas espécies comem animais diferentes. Outro fato importante é que os golfinhos não ingerem partes do corpo das toninhas. Os pequenos cetáceos se parecem e são ainda menores que filhotes de golfinhos. De acordo com Cotter, em outras partes do mundo, como Reino Unido, Austrália e costa leste dos Estados Unidos, há também relatos de ataques a filhotes de golfinhos.
Foto: Mark Cotter; Ataques dos golfinhos às toninhas seguem quase a mesma sequência. Primeiros os golfinhos imprensam (A), depois afogam (B), arremessam para cima (C)e por fim, golpeiam (D)
Fonte: Último Segundo

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ave que se alimenta de Palmito: Jacutinga





-Pipile jacutinga;
-Pertence a família Cracidae;
-A base de seu bico é azulada;
-Sua plumagem é negra brilhante com manchas brancas nas asas e a do alto da cabeça também;
-Ocorrem na Mata Atlântica brasileira;
-Medem cerca de 75 centímetros;
-Pesa entre 1 a 1,4 Kg;
-Alimentam-se de alguns frutos e insetos;
-Gosta de ciscar no chão;
-É uma espécie em vias de extinção, por destruição de seu habitat;
-Essa ave efetua migrações altitudinais, acompanhando a frutificação de diversas árvores da floresta, principalmente as dos palmiteiros, sendo que, com a exploração predatória dessa palmeira, cujos frutos são um dos principais alimentos da Jacutinga, também tem contribuindo para a sua decadência populacional;
-Sua população desapareceu na maioria dos lugares onde era comum, inclusive nos vales dos grandes rios paulistas e paraenses, onde era encontrada em qualquer mata;
-É uma ave importante para a disseminação de várias espécies de árvores, pois ela regurgita as sementes das frutas que come;
-Vive em grupos de tamanhos variáveis;
-Originalmente a espécie era encontrada desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, atualmente, ocorre apenas em áreas protegidas de Mata Atlântica, como nos Parques Estaduais de Ilhabela e Carlos Botelho, no Estado de São Paulo.
Fontes: Atlas da Fauna Brasileira, MA/IBDF-MEC/FENAME, Edições Melhoramentos; Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; portalsaofrancisco.com.br; wikiaves.com.br.
Maria Celia Amorim

China inicia novo censo de pandas


As autoridades da China estão treinando 70 funcionários para fazer um censo dos pandas no sudoeste do país. Para rastrear os animais, eles vão analisar suas fezes. O trabalho começa nesta semana e vai até o final de julho. Os funcionários responsáveis pelo censo irão recolher os excrementos de panda para fazer análise de DNA, o que permitirá estimar com precisão o número de animais vivendo na natureza. O censo vai contar não só quantos pandas selvagens existem, mas também suas condições de vida e suas idades. No último censo, feito há dez anos, foram contados 1.596 pandas selvagens na China, a maioria deles na província de Sichuan. O animal já esteve mais ameaçado, mas segue sob pressão da densa ocupação humana na China.
Foto: Filhotes de panda brincam num centro de reprodução na China. (Foto: Reuters)
Fonte: G1

Canários venenosos?

Pois é, eles existem! O Ifrita Blue-capped, o Shrikethrush Little e o Pitohui são espécies de canários que habitam as florestas tropicais da Nova Guiné e que, recentemente, foram descobertos como venenosos. Ambos possuem um tipo de toxina denominada batracotoxina. Ela fica armazenada em suas peles e penas e provocam uma sensação de dormência e paralisação da boca. Por isso, os nativos das regiões evitam ao máximo capturar esses animais para consumi-los. Seus hábitos são noturnos e sua dieta é à base de besouros. E é através desses insetos que eles adquirem seu veneno. Provavelmente, os besouros consomem algum tipo de planta venenosa e, ao serem ingeridos, transmitem a toxina para os pássaros. Quanto a sua forma física, ambos medem aproximadamente 16 centímetros. Pode-se distinguir que um canário é venenoso pela sua coloração. No caso do Pitohui, os que possuem penas vermelhas são mais letais do que os de cor marrom. Todos eles estão presentes na Lista Vermelha da IUCN como espécies ameaçadas de extinção.
Foto 1: Pitohuidichrous
Foto 2: Shrikethrush Little
Fonte: Rede Ambiente


Hibernação ajuda morcegos a viver mais após contrair raiva



O ato de hibernar pode poupar morcegos de morrerem por conta da raiva - doença causada por vírus e que infesta outros mamíferos como o cachorro - antes da reprodução. O estudo foi divulgado em uma publicação da Academia de Ciências norte-americana (PNAS).A pesquisa foi coordenada pelo professor Dylan Goerge, da universidade estadual de Colorado, nos Estados Unidos. Os cientistas usaram dados coletados durante 5 anos sobre grandes morcegos de cor marrom, típicos na América do Norte. Com um modelo matemático, os pesquisadores conseguiram descrever como o vírus causador da doença infesta e persiste no corpo dos mamíferos. Foram usados dados de mortalidade e de reprodução dos morcegos, além do tempo de incubação dos vírus. Segundo os autores, durante o período de hibernação, o metabolismo do mamífero diminui e o período de incubação do vírus aumenta. O clima mais frio também contribui para o retardo no desenvolvimento dos micro-organismos. Os cientistas norte-americanos descobriram que, ao excluir o período de hibernação, os morcegos morrem bastante a ponto da população do animal diminuir drasticamente.
Foto: Dylan George
Fonte: G1

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Capital Brasileira da Agricultura de Precisão: Não Me Toque






-Localizada no estado do Rio Grande do Sul, região sul do Brasil;
-Fundada em 1954;
-Está a 282 Km da capital do estado, Porto Alegre;
-Possui área de 362 Km²;
-Seu clima é o subtropical úmido;
-Está a 514 metros acima do nível do mar;
-Significa que a prática da agricultura é feita com a interferência da química, física ou biologia que busca condições ideais as espécies cultivadas;
-É o manejo específico e diferenciado de pequenas unidades de terra em contraste com o manejo tradicional;
-Também conhecida como a Capital da Lavoura Mecanizada;
-Logo, a partir de 1949, com a chegada dos imigrantes holandeses, experientes na mecanização das lavouras, houve um avanço com a fabricação de máquinas agrícolas e a cidade mudou seu rumo;
-Em 29 de outubro de 2009 foi sancionada a Lei nº 12.081 que confere ao município de Não-Me-Toque, o título de "Capital Nacional da Agricultura de Precisão";
-Tem como principais produtos agrícolas a soja, o milho, a cevada, o trigo e a aveia.
Fontes: agrolink.com.br; naometoques.com.br; apontador.com.br.
Maria Celia Amorim

Comilona


A morsa do Atlântico é capaz de se alimentar de vários mariscos rapidamente. Ela, após se alimentar, se dirige com dificuldade para a costa nas águas rasas. O macho é capaz de sugar os animais após tirá-los das conchas. Ele usa o focinho que contém pelos sensíveis, chamados de vibrissas, para ajudar a localizar as presas.
Foto: Paul Nicklen / National Geographic Image Sales
Fonte: Último Segundo

Cientistas descobrem novo tipo de supernova


Os astrônomos anunciaram que seis flashes ultra-brilhantes detectados no espaço foram de antigas estrelas que explodiram, formando uma nova classe de supernova. "Temos uma nova classe de objetos que não podem ser explicados por qualquer um dos modelos que vimos antes", disse Robert Quimby, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), que realizou a sondagem sobre as estranhas explosões. A maioria das supernovas ocorre quando uma estrela maciça fica sem combustível, seu núcleo entra em colapso e explode, deixando para trás uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Também há um tipo mais raro no qual os fluxos de massa de uma estrela em processo de envelhecimento, chamada estrela vermelha, para uma "anã-branca", o núcleo quente e denso de uma estrela antiga, que eventualmente colapsa em si mesma e, então, explode. Mas seis supernovas observadas por Quimby e sua equipe não tinham nenhuma das assinaturas químicas destas supernovas conhecidas. A pesquisa começou em 2005, quando Quimby localizou uma supernova, chamada SN 2005ap, que era 100 bilhões de vezes mais brilhante do que o Sol e revelou-se duas vezes mais brilhante do a recordista anterior. Quase ao mesmo tempo, o telescópio espacial Hubble descobriu uma supernova, também com um espectro químico incomum, chamada SCP 06F6. Isto levou à formação de uma equipe especial para vasculhar os céus em busca de "transientes", como são chamados os fhashes efêmeros, combinando a potência óptica de telescópios robustos instalados em Califórnia, Havaí e Ilhas Canárias. Quatro novos objetos foram adicionados à rede da supernova, todos com a assinatura incomum de falta de hidrogênio. Todos foram encontrados em galáxias pequenas, compostas por alguns poucos bilhões de estrelas, conhecidas como galáxias anãs. Em estudo publicado na revista científica Nature, a equipe disse que as supernovas recém-descobertas são extremamente quentes, com temperaturas que chegam a 20.000 graus Celsius e sua onda explosiva viaja pelo espaço a uma velocidade de 10 mil quilômetros por segundo. Além disso, elas levam muito tempo para desaparecer - cerca de 50 dias - contra alguns dias ou algumas semanas no caso de supernovas 'comuns', cujo brilho é produzido pelo decaimento radioativo. O que causa seu brilho, no entanto, permanece sem resposta. Uma teoria é que a fonte seja uma estrela "pulsante", uma estrela muito grande que libera cápsulas de gás livre de hidrogênio. Quando a estrela explode como uma supernova, a explosão aquece as cápsulas a temperaturas incandescentes e isto causa sua luminosidade. "Estas supernovas são muito interessantes porque são 10 vezes mais brilhantes do que outras e nos permitem investigar mais profundamente o espaço e o tempo de volta aos primeiros 10% de idade do universo", explicou a astrônoma francesa Françoise Combes, em um comentário.
Foto: Imagens da nova classe de supernovas (Foto: Caltech/Robert Quimby and Nature)
Fonte: G1

Substâncias que confundem mosquito podem criar novos repelentes



Pesquisadores americanos desenvolveram produtos químicos que atrapalham a habilidade dos mosquitos de cheirar os humanos e que podem servir para criar repelentes mais eficientes. Os estudos foram publicados no periódico especializado Nature. Um especialista britânico comentou que as descobertas podem significar um “grande passo adiante”, caso os químicos sejam seguros à saúde humana e baratos. Mosquitos fêmeas usam o gás carbônico exalado pelos humanos para escolher suas próximas vítimas. Os insetos são capazes de detectar mudanças rápidas na concentração do gás e identificar suas origens. Essa informação já havia servido para a criação de armadilhas para os mosquitos, usando gelo seco ou cilindros de gás que emitem CO2. No entanto, por serem caras, raramente são usadas em países em desenvolvimento. Os pesquisadores vinham procurando alternativas químicas que pudessem atrapalhar ou confundir o senso de percepção dos mosquitos com relação ao CO2. Agora, cientistas da Universidade da Califórnia em Riverside testaram substâncias químicas com cheiros em três espécies de mosquitos: Anopheles gambiae, que transmite a malária; Culex quinquefasciatus, que causa elefantíase e o vírus do oeste do Nilo (o qual desencadeia problemas cerebrais) e o Aedes aegypti, que dissemina a dengue e a febre amarela. Juntos, esses insetos infectam em média 500 milhões de pessoas por ano no mundo, causando milhões de mortes. Os pesquisadores identificaram três grupos químicos que atrapalham os mosquitos na hora de identificar o gás carbônico. Um dos químicos imita o CO2 e pode ser usado como isca para armadilhas, o segundo impede que o mosquito identifique o CO2 e o terceiro grupo “engana” o mosquito, fazendo com que seu cérebro pense que está cercado por grandes quantidades do gás – assim, o inseto não sabe qual direção seguir. O professor Anandasankar Ray, da Universidade da Califórnia, disse que “os químicos oferecem uma poderosa vantagem como ferramentas potenciais para reduzir o contato dos mosquitos com os humanos e podem levar ao desenvolvimento de novas gerações de repelentes”. “A identificação dessas moléculas de odor - que podem funcionar até mesmo em baixas concentrações e são, portanto, econômicas – pode ser muito eficiente em comprometer a habilidade dos mosquitos em identificar humanos, ajudando, assim, a controlar a disseminação de doenças transmitidas (pelos insetos).” O CO2 não é a única forma pela qual mosquitos encontram suas vítimas – o cheiro do suor e da pele dos humanos também pode ser usado para esse propósito. O médico James Logan, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, explica que “ainda que o estudo californiano seja animador, os autores ainda têm de mostrar que os químicos são capazes de evitar que os seres humanos sejam mordidos pelos mosquitos”. “Ao mesmo tempo em que o CO2 é um importante atrativo aos mosquitos, sabemos que os insetos respondem de maneira distinta a uma armadilha de gás carbônico e a um ser humano de verdade, que libera uma complexa mistura de químicos atraentes, calor, dicas visuais e umidade. A questão é: será que odores como os descobertos podem de fato proteger as pessoas?” Os pesquisadores dizem que o próximo passo será desenvolver químicos que não causem riscos à saúde humana. O médico Nikolai Windbichler, do Imperial College, em Londres, diz que ainda há trabalho a fazer para garantir que os químicos sejam seguros e possíveis de serem produzidos a um custo reduzido. “Esses componentes têm propriedades novas e desejáveis, porque podem confundir os mosquitos mesmo quando a substância não está mais presente ou quando o mosquito já deixou a área onde ela foi aplicada”, conta o médico. “Isso pode ser um grande passo adiante e pode proteger grandes grupos populacionais em áreas vastas, algo que não é viável atualmente com os repelentes existentes.” Mark Stopfer, dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, disse que o estudo californiano é “promissor”.
Foto: James Gathany/PHIL, Centers for Disease Control; Mosquito da dengue: orientação prejudicada
Fonte: Último Segundo

domingo, 26 de junho de 2011

Fisalis






-Physalis angulata;
-Planta nativa do Brasil, da região amazônica;
-Também conhecida como Camapú, Bucho-de-rã, Joá-de-capote, Juá-de-capote, Mata-fome, Canapum, Camapum, Bate-testa, Juá-roca, Saco-de-bode, Alquenquenje, Erva-noiva, Cerejas-de-judeu, Balão, Tomate-lagartixa, Tomate-barrela, Tomate-capucho, Capucho, Juá-poca, Camaru e Fisales;
-Pertencem a família das Solanaceas;
-São herbáceas ou arbustivas;
-São conhecidas no mundo todo por seus frutos de sabor singular;
-Seu caule é ereto e ramificado, alcançando de 0,75 centímetros a 2 metros de altura;
-Seu fruto é esférico lembrando um pequeno tomate e sua cor pode ser verde, amarela, laranja ou vermelha;
-Cada planta produz de 2 a 4 Kg de frutos;
-No norte e nordeste do Brasil ela é comum nos quintais das casas;
-É uma planta rústica e exige poucos cuidados;
-Ela é rica em carotenos;
-É considerada uma iguaria fina na França.
Fontes: jardineiro.net; portalpaisagismo.com.br; jardimdeflores.com.br.
Maria Celia Amorim

5 das cobras mais peçonhentas





1 – Cascavel - O chocalho avisa e o veneno mata: a Cascavel é responsável pelo maior número de vítimas.
2 – Cobra-Coral - Dentre todas as cobras do Brasil, a Coral tem o veneno mais poderoso, tão mortal quanto de uma naja.
3 – Jararaca - As Jararacas detêm o macabro prêmio de principais casos de picadas acidentais.
4 – Jararacuçú-da-Bahia - O nome Jararacuçu significa, literalmente, "Cobra do Grande Bote". Não é à toa: seu bote ode ter o comprimento do seu corpo e ela injeta muito veneno!
5 - Surucucu-pico-de-jaca - A Surucucu é a maior serpente peçonhenta das Américas, e chega a atingir até 4,5 m.
Fonte: Rede Ambiente

Lhamas


A lhama é o parente sul americano mais próximo do camelo, embora ela não tenha corcova. Estas criaturas são fortes animais domésticos, utilizados pelos povos da Cordilheira dos Andes. Os povos indígenas têm utilizado as lhamas como animais de carga há séculos. Normalmente, as lhamas chegam a carregar de 23 a 34 kg por mais de 30 quilômetros durante um só dia. Na foto está uma jovem lhama pasta entre seu rebanho nos campos de Coqueza, na Bolívia
Foto: Mike Theiss / National Geographic Image Sales
Fonte: Último Segundo

Cientistas criam imagem 3D de aranha de 49 milhões de anos



Cientistas na Grã-Bretanha e na Alemanha criaram uma imagem tridimensional de um fóssil de uma aranha de 49 milhões de anos. Os especialistas da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, e de outros três centros de pesquisa alemães conseguiram recriar detalhes nítidos do fóssil do aracnídeo, que foi encontrado em um âmbar. A tecnologia permitiu que eles identificassem a espécie da aranha, o que nem sempre é possível com as técnicas tradicionais. "Normalmente quando o fóssil de uma aranha ou de outro inseto está preservado em âmbar, é muito difícil ver os seus detalhes com claridade suficiente para se identificá-lo", disse o paleontólogo David Penney, da Universidade de Manchester. "Usando microscópios tradicionais é possível identificar somente um de cada dez fósseis. Mas a nova tecnologia nos permite identificar praticamente qualquer espécime." O fóssil da aranha está preso em um âmbar encontrado em uma região do Báltico, no norte da Europa, uma zona que abrigou diversas florestas no passado e hoje é uma das principais fontes de resina vegetal fossilizada. O âmbar estava no Museu de História Natural de Berlim. O fóssil é de uma espécie de aranha caçadora do gênero Sparassidae. Espécies deste gênero ainda existem em regiões tropicais, como no sul da Europa. "Se a aranha fossilizada estivesse viva e a colocássemos junto a algumas espécies de aranhas caçadoras atuais, seria impossível distingui-las a olho nu", disse o especialista. Os cientistas dizem que as imagens em 3D de fósseis em âmbar podem ser uma ferramenta para ajudá-los a entender a história da Terra. "Há centenas - talvez cerca de 600 - diferentes espécies de aranha que estão presas em âmbar. Comparando estas espécies com as atuais, sabemos que o norte da Europa foi uma região tropical ou subtropical, ou seja, que passou por grandes mudanças em escala global." Além da Universidade de Manchester, participaram o Museu de Zoologia de Hamburgo, o Instituto de Investigações Senckenberg, de Frankfurt, e a Universidade de Humboldt, de Berlim. O estudo foi publicado na revista científica Naturwissenschaften.
Foto: Aranha em 3D teria 49 milhões de anos. (Foto: Cortesia Andrew McNeil / Universidade de Manchester)
Fonte: G1

sábado, 25 de junho de 2011

“Bichos Feios”: Morcego Yoda

                                 

-Nyctimene;
-Também conhecido como morcego nariz de tubo;
-Foi encontrado na Papua-Nova Guiné;
-Este mamífero é encontrado nas florestas das Filipinas;
-É uma espécie ameaçada de extinção;
-Medem cerca de 6 centímetros;
-Suas orelhas são escuras e cobertas de manchas amarelas, lembram chifres;
-Seus olhos são cor de laranja;
-Suas narinas são tubulares e dão-lhe um aspecto quase caricatural;
-Este morcego é inofensivo;
-Eles se alimentam principalmente de figos e outros frutos e de vez em quando de insetos;
-Estes morcegos desempenham um papel importante na dispersão de sementes na floresta.
Fontes: hypescience.com; exame.abril.com.br; superabril.com.br.
Maria Celia Amorim

Fenômeno espacial 'estranho' é revelado por astrônomos do Brasil

A análise de dados de telescópio do aglomerado de galáxias Abell 2744 revelou um fenômeno “estranhíssimo”, conforme relatou o Renato Dupke, pesquisador do Observatório Nacional. Ele participou do estudo internacional que reconstruiu a história de uma colisão cósmica que ocorreu durante um período de 350 milhões de anos. O aglomerado fora do comum sofreu a colisão de quatro grandes aglomerados de galáxias, resultando em efeitos que nunca haviam sido observados antes. Colisões de aglomerados de galáxias já haviam sido observadas antes, mas apenas entre dois aglomerados. Os astrônomos acreditam que o estudo dos fenômenos incomuns resulta pode ajudar a revelar novidades sobre o espaço. Um aglomerado é formado por galáxias, gás e matéria escura. “Em alguns pedaços do aglomerado Pandora tem só matéria escura, em outros não tem”, disse Dupke. A distribuição estranha do aglomerado pode revelar, no futuro, novas informações sobre como a matéria escura se comporta e como os vários ingredientes do Universo interagem entre si. Tanto que a Abell 2744 recebeu nome de Pandora, a deusa grega que revela os males da humanidade. Para compreender o que estava a acontecer durante a colisão a equipe precisou mapear as posições dos três tipos de matéria no aglomerado. As galáxias, embora brilhantes, correspondem na realidade a menos que 5% da massa do aglomerado. O resto é gás (cerca de 20%) e matéria escura (cerca de 75%), que é completamente invisível. O aglomerado de Pandora pode ser estudado com mais detalhe do que nunca graças a combinação de dados de telescópios como o Very Large Telescope do Observatório Europeu do SUL (ESO), o telescópio japonês Subaru, o Hubble e o Observatório de Raios X Chandra, da NASA. Os aglomerados de galáxias são as maiores estruturas no cosmos, contendo bilhões de estrelas. O modo como se formam e se desenvolvem através de colisões repetidas tem profundas implicações no conhecimento do Universo.
Fotos: NASA/ESA
Fontes: Último Segundo; G1; estadao.com.br