sábado, 31 de dezembro de 2011

Tartarugas ‘tatuadas’

Ambientalistas que trabalham na ilha de Madagascar, na África, estão tomando medidas drásticas para tentar preservar uma das espécies de tartarugas mais raras do mundo, a Astrochelys yniphora. Os especialistas decidiram fazer uma espécie de tatuagem permanente, gravando números nos cascos das tartarugas para reduzir seu valor de revenda no mercado negro. As Tartarugas-de-Madagascar são cada vez mais visadas por traficantes de animais, que vendem as tartarugas na Ásia como animais de estimação ou para a indústria de alimentos e de remédios tradicionais. "A venda destes animais é absolutamente proibida. Acreditamos que haja menos de mil animais adultos na natureza. Achamos que mais de 30 foram roubados só este ano", diz Richard Lewis, diretor do programa da Durrell Wildlife Conservation Trust em Madagascar, que acaba de completar 25 anos. O programa já conseguiu que 300 tartarugas nascessem em cativeiro e agora está reintroduzindo os animais à vida selvagem. As tartarugas são monitoradas por transmissores de rádio que são colocados nos animais e moradores fazem patrulhas para evitar que estranhos frequentem as matas locais. Ainda assim, os especialistas acham que os números gravados nos cascos são uma medida necessária. Segundo Lewis, o futuro da espécie está seriamente ameaçado no momento.

Foto 1: Ambientalistas na ilha de Madagascar, na África, estão tomando medidas drásticas para tentar preservar uma das espécies de tartarugas mais raras do mundo, a Astrochelys yniphora.

Foto 2: As tartarugas de Madagascar são cada vez mais visadas por traficantes de animais, que vendem as tartarugas na Ásia como animais de estimação ou para a indústria de alimentos e de remédios tradicionais.

Foto 3: Os especialistas decidiram fazer uma espécie de tatuagem permanente, gravando números nos cascos das tartarugas para reduzir seu valor de revenda no mercado negro.

Foto 4: "A venda destes animais é absolutamente proibida. Acreditamos que haja menos de mil animais adultos na natureza", diz o diretor do programa da Durrell Wildlife Conservation Trust em Madagascar, Richard Lewis.

Foto 5: O programa já conseguiu que 300 tartarugas nascessem em cativeiro e agora está reintroduzindo os animais à vida selvagem.

Foto 6: As tartarugas são monitoradas por transmissores de rádio que são colocados nos animais e moradores fazem patrulhas para evitar que estranhos frequentem as matas locais.

Foto 7: Ainda assim, os especialistas acham que os números gravados nos cascos são uma medida necessária.

Foto 8: "Os números são uma marca permanente que demonstra para o mundo que esse é um animal roubado", explica Lewis.

Foto 9: "Uma grande parte de mim fica muito triste porque esses são alguns dos animais mais belos do mundo e gravar quatro números no alto do casco não é a melhor coisa que pode acontecer com eles, mas acreditamos que isso funciona como um grande impedimento para os caçadores ilegais."

Foto 10: Segundo Lewis, o futuro da espécie está seriamente ameaçado no momento.

Foto 11: "Se não conseguirmos controlar o tráfico, o animal vai se extinguir na natureza", diz o ambientalista











Fonte: MSNVERDE

OMS se preocupa com mutação de vírus da gripe aviária em laboratório


A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um alerta duro no dia 30 de dezembro a cientistas que conseguiram criar uma forma altamente patogênica do vírus letal H5N1 da gripe aviária, dizendo que o trabalho deles pode ter riscos significativos e deve ser rigidamente controlado. A agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) disse estar "profundamente preocupada com as consequências negativas potenciais" do trabalho de duas equipes de pesquisa da gripe, que este mês disseram ter descoberto como tornar o H5N1 numa forma transmissível, capaz de provocar pandemias letais entre os seres humanos. O trabalho das equipes, uma da Holanda e outra dos Estados Unidos, já provocou um pedido de censura inédito de assessores de segurança americanos, que temem que a publicação de detalhes do estudo possa dar a agressores potenciais o "know-how" de como fazer uma arma biológica para fins terroristas. O Conselho Nacional de Ciência para a Biossegurança dos Estados Unidos pediu que dois periódicos que querem publicar o trabalho disponibilizem o estudo apenas em versões editadas, pedido contestado pelos editores das revistas e por muitos cientistas. Em sua primeira declaração sobre a polêmica, a OMS afirmou: "Embora esteja claro que o ato de conduzir pesquisas para obter conhecimento deve continuar, também está claro que certas pesquisas, e principalmente aquelas que podem gerar formas mais perigosas de vírus, têm riscos". O H5N1 é extremamente mortal em pessoas que estão diretamente expostas ao vírus de aves infectadas. Desde que foi detectado, em 1997, cerca de 600 pessoas o contraíram e mais da metade delas morreu. Mas até agora o vírus não sofreu uma mutação natural para uma forma que pode passar facilmente de pessoa para pessoa, embora muitos cientistas temam que esse tipo de mutação deva acontecer e representar uma grande ameaça à saúde. Pesquisadores da gripe no mundo trabalham há vários anos para tentar descobrir que mutações dariam ao H5N1 a capacidade de se espalhar mais facilmente de pessoa para pessoa, ao mesmo tempo mantendo suas propriedades fatais. O Instituto Nacional de Saúde dos EUA financiou os dois estudos sobre como o vírus poderia ficar mais transmissível em humanos, com o objetivo de obter conhecimento sobre como reagir se a mutação ocorrer de forma natural. Mas a OMS disse que a pesquisa deveria ser feita "apenas depois que tivessem sido identificados todos os riscos à saúde pública e benefícios importantes" e "houvesse a certeza de que as proteções necessárias para minimizar o potencial para consequências negativas estavam em vigor".
Fonte: G1

Árvore da Mata Atlântica abriga cerca de vinte espécies de plantas


Estudioso da Mata Atlântica, o pesquisador Christopher Blum frequentemente sobe nas árvores para investigar as plantas que crescem sobre elas, conhecidas como epífitas. Ele já escalou dezenas de árvores.O exemplar escolhido, na Serra da Graciosa, no Paraná, tem centenas de anos e abriga, segundo sua avaliação, algo perto de vinte diferentes espécies de plantas. A maioria das plantas cresce sobre o solo e tem raiz para sugar os nutrientes e a água do solo. “No epifitismo já é diferente: existem muitas plantas que sugam a água da atmosfera , a neblina, a chuva. Elas têm folhas adaptadas pra esse tipo de aproveitamento da umidade atmosférica”, informa Blum. “As bromélias (um dos tipos de plantas epífitas) fazem uma função de tanque de água”, explica o biólogo. “Várias espécies de animais se beneficiam desse tanque formado por elas para ter o seu ciclo de vida”, acrescenta. Segundo Blum, é comum encontrar cobras arborícolas subindo sobre as comunidades de epífitas. Elas se alimentam dos insetos e outros animais que vivem dentro das “piscinas” formadas pelas bromélias. Essas plantas precisam de muita luminosidade. Outro fator que as favorece é a disposição dos galhos, que permite que elas se apoiem mais facilmente no tronco. “Quando se chega numa árvore dessa, desse tamanho, que tem centenas de anos de vida, quase um metro de diâmetro, realmente chegamos num mundo de bastante riqueza de espécies de epífitas de diversas famílias. Numa rápida olhada aqui, deve estar chegando perto de 20 espécies de plantas que estão crescendo sobre uma única planta”, explica.
Fonte: G1

Imperatriz: um peixe pra lá de assustador

A escuridão do mar profundo esconde seres de todos os tamanhos, todas as cores, todas as formas. Umas das características de grande parte dos peixes dessa região é a cor vermelha, que abaixo dos 30 metros esmaece e torna-se progressivamente mais escura, até negra, um disfarce perfeito. Um desses bichos é a Imperatriz, Gephyroberyx darwini, que ocorre em praticamente todos os mares do mundo. Cheia de espinhos afiados na cabeça e placas ósseas no ventre, a imperatriz tem o formato geral oblongo, comprimido lateralmente, de cor avermelhada e que chega a cerca de 50 cm de comprimento. Vive próximo do fundo rochoso, geralmente entre os 200 e 500 metros de profundidade. Sua distribuição vai do Canadá ao Rio Grande do Sul, no Brasil. Alimenta-se exclusivamente de camarões e peixes, tanto os de fundo quanto os de meia água.A Imperatriz pertence à família Trachichthyidae, que agrega cerca de 50 espécies e das quais ao menos seis já foram registradas em águas brasileiras. A reprodução não é conhecida, mas algumas espécies dessa família são capazes de ultrapassar os 100 anos de idade! A despeito dos espinhos, sua carne é de excelente qualidade.
Fonte: Rede Ambiente

Pedaços do Passado


Amostras arroxeadas de tecido pulmonar de 1918 contam uma história de doença e morte. Cientistas do Instituto de Patologia das Forças Armadas dos Estados Unidos, em Rockville, Maryland, querem aprender mais sobre vírus de grupes mortais através da reconstituição do vírus da Gripe Espanhola.
Foto: Karen Kasmauski / National Geographic Image Sales
Fonte: Último Segundo

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

7 Animais Polinizadores


1 – Besouro: Estão menos adaptados que outros insetos para fazerem a polinização por causa de sua boca mastigatória. Entre as plantas polinizadas por besouros estão as papoulas e as magnólias. Foto: Beatriz Moisset


2 – Abelha: A maioria das abelhas reúne néctar, fonte de energia concentrada, e pólen, grande fonte de proteínas, para alimentar suas larvas. Foto: Jon Sullivan


3 – Beija-flor: Precisam de grandes quantidades de néctar diariamente, para suprir a energia necessária para voarem o dia todo. São capazes de pairar no ar para de visitar as flores pairando no ar. Foto: Wikipédia


4 – Mosca: Visitam flores com a corola aberta, principalmente pelo néctar, mas também pelo pólen, com destaque para as fêmeas que precisam de proteína para a maturação de seus ovos. Foto: Hans Hillewaert


5 – Borboleta: Fundamentais para a dispersão das plantas, cujo pólen pode ser levado a grandes distâncias nas espécies mais móveis. Foto: Luc Viatour


6 – Vespa: Visitam muitas flores para sugar o néctar pelo seu valor energético. As orquídeas são uma das preferidas pelas vespas. Foto: Wikipédia


7 – Formiga: Apreciam flores frequentemente e sugam néctar, porém poucas são polinizadoras. Somente em alguns casos de plantas rasteiras, como as euforbiáceas, há polinização. Foto: Wikipédia 






Fonte: Rede Ambiente

Captura de rinoceronte de Sumatra aumenta esperanças na Malásia


As autoridades ambientais da Malásia anunciaram no dia 26 de dezembro a captura de uma jovem fêmea de rinoceronte de Bornéu-Sumatra (Dicerorhinus sumatrensis), no que eles consideram a última oportunidade de salvar esta espécie em grave perigo de extinção. O exemplar capturado, uma fêmea de entre 10 e 12 anos, foi capturado no dia 18 de dezembro e atualmente está na reserva Tabin de Sabah, na ilha malaia de Bornéu. As autoridades esperam que a fêmea, batizada como Puntung, possa reproduzir-se com um macho mantido em cativeiro. "Esta é a última oportunidade de salvar esta espécie, uma das mais antigas entre os mamíferos", afirmou o diretor do Departamento de Vida Selvagem de Sebah, Laurentius Ambo. As autoridades calculam que restam em liberdade entre 30 e 50 exemplares de rinoceronte de Bornéu, uma subespécie do rinoceronte de Sumatra.
Foto: A fêmea de rinoceronte Puntung em foto divulgada nesta segunda-feira (26) (Foto: Reuters)
Fonte: G1

Andiroba: umas das árvores mais utilizadas na medicina

O nome surgiu da palavra "andi-roba", do tupi-guaran,i e significa que ela possui um gosto amargo. É reconhecida oficialmente pelo Ministério da Saúde do Brasil como possuidora de propriedades fitoterápicas. O óleo contido na amêndoa da andiroba é amarelo-claro. Quando submetido à temperatura inferior a 25°C, solidifica-se ficando com consistência parecida com a da vaselina. Possui características antisépticas, antiinflamatórias, cicatrizantes e inseticidas, sendo muito utilizado na medicina tradicional. Ele é usado para fricção sobre tecidos inflamados, tumores e distensão muscular. Além disso, sabe-se ainda que o óleo da andiroba é utilizado como protetor solar. A casca e a folha servem contra o reumatismo, tosse, gripe, pneumonia e depressão.O óleo de andiroba é utilizado em vários produtos para tratamento de cabelo, deixando-o sedoso, brilhante e protegendo o usuário da calvície. A casca é utilizada para o preparo de um chá contra febre, o qual também serve como vermífugo. Transformada em pó, trata feridas e é cicatrizante para infecções na pele. Os índios fazem um sabão medicinal com o óleo bruto, cinza e resíduos da casca de cacau. Além de ser empregado na fabricação de sabão, também fornece um ótimo combustível utilizado para iluminação nas áreas rurais e para repelir insetos. As flores têm cor creme e o fruto é uma cápsula que se abre quando cai no chão, liberando de quatro a seis sementes. Floresce de agosto a outubro na Amazônia e frutifica de janeiro a maio. Porém, há muitas variações dependendo da região. Na indústria farmacêutica homeopática, onde está sendo comercializado na forma de cápsulas, é utilizado para diabetes e reumatismo.
Fonte: Rede Ambiente

Somos o quinto país que mais investe em energias limpas


Uma boa notícia para o nosso país foi recentemente divulgada. Envolvendo sustentabilidade, ela veio em um relatório divulgado na Conferência da Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, em novembro deste ano. O documento chamado Tecnologia e Inovação 2011 – Unindo Desenvolvimento e Tecnologias para Renováveis, apontou o Brasil como o quinto país que mais investiu em energias limpas no ano de 2010. Com US$ 7 bilhões aplicados no setor, ele ficou atrás apenas da China – que foi a campeã, com US$ 49 bilhões investidos – da Alemanha, dos Estados Unidos e da Itália. Conquistamos esta posição graças às mudanças que fizemos nos setores denominados pelo relatório de “energéticos maduros”. Isto inclui, por exemplo, os biocombustíveis e as hidrelétricas. Porém, é raro uma boa notícia não vir acompanhada de um “alerta”. E esta não foi diferente. O relatório chamou a atenção para o quanto ignoramos o nosso imenso potencial nos setores de energia solar e eólica. E também apontou que, por mais que diversos países estejam no caminho certo, ainda precisam ser investidos centenas de bilhões de dólares em tecnologias para “salvar” o mundo dessas energias “podres” que ainda utilizamos. Ao todo, os investimentos mundiais nessas renovações aumentaram durante seis anos em mais de 539%. Assim, enquanto em 2004 foram aplicados “somente” US$ 33 bilhões nesta área, no ano passado as nações desembolsaram a quantia de US$ 211 bilhões. Ou seja, podemos manter as esperanças e continuar com o pensamento positivo no futuro.
Fonte: Rede Ambiente

Mães e irmãs dão vantagem reprodutiva ao muriqui macho


Os macacos da Mata Atlântica brasileira chamados muriquis ou monos-carvoeiros, uma espécie em alto risco de desaparecimento que chega a apenas mil indivíduos, vivem numa sociedade igualitária. As fêmeas são tão musculosas quanto os machos, portanto não existe ameaça de sujeição física. Os machos, renegando qualquer forma de estrutura de poder, não competem para ser o macaco alfa. Mesmo quando se trata de acasalamento, os machos tendem a simplesmente esperar sua vez, em vez de brigar. Karen Strier, antropóloga norte-americana da Universidade do Wisconsin que observa muriquis há vinte e nove anos, diz ter sempre pensado que, na ausência de uma hierarquia social, nenhum macho individual deveria ser muito mais bem-sucedido na reprodução do que os outros. Para testar esta ideia, ela e uma equipe recorreram recentemente a análises de DNA para determinar quem eram os pais de vinte e dois filhotes de muriqui. Sua pesquisa, publicada nas Atas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, mostra que, mesmo não havendo superpais, alguns machos tinham ligeira vantagem. Mas essa vantagem não tem nada a ver com atributos físicos. Um macho tem maior sucesso reprodutivo se ele compartilha uma proximidade física incomum com sua mãe, ou se tiver a sorte de viver com uma ou duas irmãs. A equipe de Strier crê que essas fêmeas podem ajudar seu parente macho a aprender como se comportar adequadamente perto de parceiras em potencial, ou talvez lhe deem acesso especial a boas oportunidades de acasalamento. "É como se você saísse com sua mãe", ela diz, "e encontrasse uma amiga dela que tem uma filha linda". (Para um muriqui macho, "linda" quer dizer ovulando). Além disso, Strier diz que os padrões de acasalamento dos muriquis poderiam dar credibilidade à "hipótese da avó" entre humanos: a ideia de que as mulheres evoluíram para sobreviver a seus anos reprodutivos, de modo a poderem se concentrar nos filhos de seus filhos.
Foto: Carla B. Possamai via The New York Times; Sociedade igualitária: fêmeas são tão musculosas quanto os machos, renegando qualquer forma de estrutura de poder
Fonte: Último Segundo

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Satélite da Nasa capta formação de ilha no Mar Vermelho, perto do Iêmen


Uma combinação de duas imagens divulgadas pelo satélite Earth Observing-1 da agência espacial americana (Nasa) mostra atividade vulcânica no Mar Vermelho, com mais de uma erupção. No dia 23 de dezembro, apareceu uma nova ilha na região das Ilhas Zubair, conjunto de pequenas ilhas na costa oeste do Iêmen. A região faz parte da falha do Mar Vermelho, onde as placas tectônicas da Arábia e da África se separam e novas crostas oceânicas se formam regularmente.
Foto: NASA EARTH OBSERVATORY/AFP
Fonte: G1

Lagarto-de-pedra: um peixe veloz que vive imóvel

Parece bobagem falar disso: dentes rápidos e mortais. Porque, de uma ou outra maneira, há muitos peixes assim no mar. Mas este é um expert em velocidade e imobilidade: o calango ou lagarto-de-pedra (Synodus intermedius). Eu presenciei, ao vivo e em cores, como o bicho é rápido e voraz. Estava em Cartagena, na Colômbia, e passei algumas horas mergulhando e fotografando nas Ilhas do Rosário. Em certo momento, um pequeno jaguareçá fugiu após eu levantar uma pedra, para ser imediatamente abocanhado por um lagartão que estava ao meu lado, e que eu nem percebera! Curioso, ainda que um tanto cruel com os jovens jaguareçás, repeti a cena mais três vezes, todas com o mesmo resultado. Em uma delas, consegui fotografar, ainda que mal e porcamente, o peixinho sendo abocanhado. O que mais me chamou a atenção, entretanto, foi que o lagarto passou a me acompanhar como um comportado cão de guarda, na esperança de que eu lhe oferecesse mais vítimas. Fascinado, cheguei mesmo a ver o bicho, em um trecho sombreado, rapidamente mudar de tons de cor, passando de bege para cinza com largas faixas escuras, para se parecer mais com o fundo. O calango é encontrado semienterrado no fundo ou apoiado nas nadadeiras pélvicas, à espreita de presas. Come peixes e crustáceos, tem hábitos diurnos e se enterra na areia para passar a noite. Comum, vive de um a 320 metros de profundidade, podendo consumir até 12% de seu peso corporal por dia. Muda de local periodicamente, voltando a ficar sempre imóvel no fundo, alterando os tons de sua cor para melhor se confundir com o ambiente. Tem a cabeça deprimida e grande, com o focinho curto. As nadadeiras pélvicas são grandes, com os raios internos maiores que os externos. De cor cinza a marrom, o tom do fundo é variável, geralmente com linhas amarelas horizontais sobre fundo verde. Cerca de oito manchas em forma de losango, escuras, aparecem nos flancos. Há uma mancha negra evidente no ombro, por trás da cabeça, em parte coberta pelo opérculo. O ventre é claro. Nadadeiras peitorais, dorsal, e caudal apresentam faixas alternadas pálidas e escuras. Ocorre no Atlântico Ocidental, da Carolina do Norte (EUA) a Santa Catarina. Também é chamado por traíra-do-mar e jacaré. A sua reprodução acontece entre a primavera e o verão, os ovos e larvas sendo pelágicos. Pertence à família Synodontidae, que, no Brasil, é representada por oito espécies distribuídas em três gêneros.
Fonte: Rede Ambiente

Cientistas descobrem espécies no fundo do Oceano Índico

Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, capturaram imagensimpressionantes em um dos pontos mais inóspitos do fundo do Oceano Índico. As imagens, capturadas com a ajuda de um robô na Cadeia de Montanhas Submarinas do Sudoeste Índico, foram feitas enquanto os cientistas pesquisavam as aberturas de vulcões submarinos, no fundo do oceano. Descobertos em 1977, estes respiradouros hidrotermais são fissuras no fundo do oceano que expelem água muito quente, rica em minerais. Apesar das temperaturas altíssimas, estas áreas podem abrigar ecossistemas variados. A equipe de cientistas britânicos se concentrou nas aberturas do sudoeste índico porque esta cadeia está ligada à Cadeia de Montanhas do Oceano Atlântico e à Cadeia Central Índica, locais onde a vida marinha já foi bem documentada. Nesta nova pesquisa, os cientistas da Universidade de Southampton encontraram moluscos, crustáceos, mexilhões e outras criaturas. Em seguida, eles compararam estas criaturas com as encontradas em respiradouros vulcânicos de cadeias submarinas vizinhas. "Eu esperava (encontrar por) lá algumas semelhanças com o que sabemos do Atlântico, e algumas semelhanças com o que sabemos das aberturas do Oceano Índico, mas também encontramos animais que não são conhecidos em nenhuma daquelas áreas, e isto foi uma grande surpresa", disse o professor Jon Copley, pesquisador-chefe do projeto.
Encruzilhada: A área pesquisada pelos cientistas é diferente das outras, pois tem menos atividade vulcânica do que outras cadeias submarinas, com menos respiradouros. Para capturar as imagens, os pesquisadores usaram um robô submarino chamado Kiel 6000, do Instituto de Ciências Marinhas de Leibniz, na Alemanha. As descobertas do robô surpreenderam os cientistas. "Este lugar é uma verdadeira encruzilhada em termos de espécies de respiradouros no mundo todo", disse Copley. "Uma (das descobertas) foi um tipo de caranguejo yeti. Existem atualmente duas espécies descritas de caranguejo yeti conhecidas no Oceano Pacífico, e (esta última descoberta) não é como as outras, mas é o mesmo tipo de animal, com braços longos e cabeludos", afirmou.
Diversidade: A diversidade das criaturas encontradas também surpreendeu os cientistas. "Em muitos outros campos com respiradouros, nesta zona quente, você encontra animais que frequentemente são de apenas um tipo: na Cadeia do Atlântico é apenas camarão. Mas aqui vimos três ou quatro ao mesmo tempo", disse Copley. As descobertas devem ajudar os pesquisadores a descobrir mais sobre como as criaturas se movem de abertura em abertura. Estes respiradouros têm vida curta e, se as criaturas que habitam a área não tiverem a habilidade de se mover de um sistema para outro, a vida nestas regiões seria extinta. Apesar destas descobertas, os pesquisadores temem pelo futuro da região.  A China conseguiu uma licença para explorar o potencial de mineração destes respiradouros, concedida pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) entidade que regula a exploração nos oceanos. "Seria muito prematuro começar a perturbar (as espécies da região) antes de descobrirmos totalmente o que vive lá", afirmou o cientista. "Também (encontramos) alguns pepinos-do-mar, desconhecidos dos respiradouros do Atlântico ou da Cadeia Central Índica, mas conhecidos no Pacífico." "Temos ligações com várias partes diferentes do mundo aqui", disse o cientista.

Foto 1: Câmera de um robô colocado no fundo do Oceano Índico mostram fissuras que soltam água quente (Foto: Universidade de Southampton/BBC)


Foto 2
: Nova espécie marinha encontrada no fundo do Oceano Índico (Foto: Universidade de Southampton/BBC)
 
 
 
 
 
 
 
Fontes: G1; Último Segundo

Bocarra-negra

O mar profundo... Já imaginou o meio do mar profundo? Escuridão total, centenas de metros acima está a superfície, centenas abaixo, o fundo. No meio, o nada, onde todos os sentidos se confundem. Não há acima ou abaixo, sua orientação já era! Nessa região gigantesca, que se estende por dezenas de milhares de quilômetros, a vida é um espetáculo à parte! Milhões e milhões de organismos de todos os tamanhos e formas, adaptados perfeitamente a viver no nada. De minúsculas lulas a enormes tubarões, a vida exibe sua diversidade indo a tais extremos que pensaríamos estar vendo alienígenas de outro universo. Onde reina a escuridão há milhões de bichos com fotóforos, que são órgãos especiais que emitem luz, como vaga-lumes. Tal luminosidade permite disfarces e encontros, mas também podem denunciar a presença, e o predador virar presa. Daí, muitos animais são totalmente escuros, sem fotóforos, mais difíceis de serem percebidos, como é o caso do Bocarra-negra, um perfeito exemplo de adaptação. O Bocarra-negra (Chiasmodon niger) é um peixe pequeno e alongado, marrom escuro a negro, de até 25 cm de comprimento, que vive na meia-água entre 100 e 3.300 metros de profundidade, geralmente a partir dos 750 metros. Sua distribuição é colossal, pois pode ser encontrado em todos os mares tropicais e subtropicais; no caso do Atlântico americano já foi coletado desde o sul do Canadá e das Ilhas Bermudas até o Espírito Santo, no Brasil. Alimenta-se exclusivamente de peixes, mas... se a comida for maior do que ele? Não tem conversa, engole também! Sua boca se distende, assim como seu estômago e ventre, permitindo-lhe engolir presas de seu tamanho ou mesmo um pouco maiores, que cabem inteirinhas dentro de sua barriga! Além da boca ampla, tem duas séries de dentes curvos e afiados nos maxilares, além de outros maiores frontais, que servem para segurar bem o que abocanha. Afinal não deve ser sempre que topa com comida dando sopa no meio do nada...A reprodução aparentemente acontece na primavera e seus ovos e larvas são planctônicos, ou seja, vivem à deriva no meio do plâncton. Com 20 a 23 mm, as larvas se transformam em juvenis de corpo claro e com manchinhas escuras no dorso e ventre. Com cerca de 8 mm sua cor já é uniformemente escura.
Fonte: Rede Ambiente

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

10 Países que Contribuem para o Aquecimento Global


1- China: Somente no ano de 2010, o país produziu 9.441 mega toneladas de CO2-equivalente (CO2e). Maior parte dessas emissões vem da crescente demanda de energia que é dependente dos combustíveis fósseis. Foto: High Contrast


2-Estados Unidos: São os que mais poluem entre os países desenvolvidos e os recordistas em taxas de emissões de CO2 per capita (entre todos do mundo). Em 2010, emitiram 6.538 mega toneladas de CO2e. Foto: Wikipédia


3-Índia: Está em terceiro lugar no ranking de emissões globais de gases efeito estufa, produzindo 2.272 mega toneladas de CO2 equivalente. Os indianos consomem grandes quantidades de combustíveis fósseis baratos, como o carvão. Foto: Wikipédia


4- Rússia: Após o colapso da União Soviética as emissões poluidoras deste país declinaram. Porém, os russos continuam produzindo intensa quantidade de CO2e, com 1.963 mega toneladas. Foto: Bradmoscu


5-Japão:Suas emissões globais são de 1.203 mega toneladas de CO2 equivalente. Suas preocupações com a segurança energética pode ser a grande vilã, já que o país poderá recorrer a combustíveis fósseis. Foto: Wikipédia



6-Brasil: Nossa agropecuária e agricultura são as principais responsáveis pela nossa posição no ranking. Elas liberam grandes quantidades de metano e óxido nitroso, contribuindo para emitirmos 1.144 mega toneladas de CO2e (este número não inclui os desmatamentos) . Foto: João Felipe C.S


7-Alemanha: Da União Européia, é a que mais contribui com o efeito estufa. A maior parte do CO2 está na produção de energia e queima de combustíveis fósseis. O crescimento da construção civil no país também está agravando o problema. Foto: Mylius


8-Canadá: O país é responsável por 2% de todas as emissões globais. De acordo com um estudo da (Statistics Canada), isto se acentuou entre os anos de 1990 e 2005. Foto: Diliff


9-México: Depois do Brasil, é o maior emissor de gases efeitos estufa na América Latina. Apesar disso, o país tem a promessa de reduzir em 30% suas emissões até 2020 (com base nos valores atuais) e também é a favor da criação de um fundo climático. Foto: Wikipédia


10-Irã: Dentre todos do Oriente Médio, é o que mais contribui com o efeito estufa. Isso porque o país é dependente dos combustíveis fósseis, produzindo grande quantidade de petróleo e gás. Foto: Mine 





Fonte: Rede Ambiente

Mariposa beija-flor? Inseto com síndrome de pássaro

A mariposa Macroglossum stellatarum é uma rara espécie na natureza. Ela se alimenta de flores e produz um ruído no ar. Seu corpo é aerodinâmico, asas dianteiras delgadas, longas e asas traseiras pequenas. Voam rápido e pairam na frente das flores, sugando o néctar de maneira muito semelhante aos beija-flores. Por esta razão são chamadas também de mariposas beija-flores. A esfinge suga o néctar por meio de sua probóscide, como se fosse um sugador no nariz do animal. A probóscide alcança até 25 cm de comprimento e por isso consegue com facilidade o alimento.A semelhança com os beija-flores é um exemplo de evolução convergente (quando o animal desenvolve características semelhantes a outro animal de espécie diferente). Ela voa durante o dia, tanto com sol, como com chuva, o que é incomum para a maioria das mariposas. Suas habilidades visuais têm sido muito estudadas e alguns estudos mostraram que ela tem grande facilidade pra aprender a diferenciar as cores. A mariposa possui o comprimento do corpo entre 7,5 cm até 12,5 cm e é vista em toda Europa. Desde o norte de Portugal até o Japão, mas ela reside apenas em climas mais quentes. Em regiões altas e com invernos rigorosos ela não é encontrada.
Fonte: Rede Ambiente

Comunidades africanas reaproveitam água de neblina

A África do Sul tem um índice pluviométrico anual de 490 milímetros, a metade da média mundial, segundo dados do Conselho para a Pesquisa Industrial e Científica. Mesmo sem considerar os efeitos das mudanças climáticas, espera-se que o país enfrente escassez hídrica em 2025. Para tentar mitigar esse cenário pouco animador, comunidades que sofrem com a falta do recurso estão utilizando uma técnica inovadora no sentido de obter água potável para o consumo: aproveitam a neblina. Em paisagens montanhosas e com clima úmido, como na cidade Tshiavha, a água da neblina é coletada por um sistema usado nos Andes e no Himalaia. Uma malha é esticada e canos são colocados logo abaixo para que as gotas caiam em um reservatório. Na cidade sul-africana, as redes foram montadas em escolas e levam um pouco de alívio à região. Com a previsão dos especialistas de que a África Austral ficará mais seca e mais quente nas próximas quatro décadas, estratégias como esta têm atraído novos olhares, enquanto a África do Sul se prepara para sediar a 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP-17), nos dias 28 de novembro a 9 de dezembro, em Durban. Instaladas em 2007, com a ajuda de uma universidade local, as redes coletoras de neblina garantem até 2.500 litros de água em um dia bom. "A água é limpa e segura, e não contém produtos químicos", destacou à France Presse Lutanyani Malumedzha, diretor da escola fundamental de Tshiavha. Segundo ele, o acesso à água limpa melhorou significativamente a saúde das crianças da escola e reduziu o surto de doenças hídricas. "As crianças costumavam levar suas próprias garrafas d'água, durante os meses secos e quentes. A água, retirada de poços lamacentos, era inadequada ao consumo humano", lembrou Malumedzha. "Nenhuma gota é desperdiçada. Parte dela vai para lá", acrescentou o diretor, apontando para uma horta que abastece a escola com alimentos. "Uma alternativa com boa relação custo-benefício", ressaltou Malumedza, ao observar que o sistema dispensa equipamentos eletrônicos e requer pouca manutenção. Para Liesl Dyson, pesquisadora da Universidade de Pretória, "esta é uma alternativa com boa relação custo-benefício, que pode ser explorada de forma eficiente, em vista dos desafios hídricos que o país enfrenta." A província de Limpopo, ao Norte, na fronteira com Botsuana, Zimbábue e Moçambique, onde fica o famoso Parque Nacional Kruger, é uma das regiões mais quentes do país. Mas este é um dos poucos lugares da África do Sul dotados de um clima propício para a coleta de neblina. "A neblina apenas não é suficiente, também é necessário vento para soprá-la", explicou Dyson. "Não ajuda muito se a neblina apenas se concentrar nas montanhas, sem se mover", acrescentou. Segundo ela, o sistema foi usado em algumas áreas na costa Oeste e no Transkei, província do Leste do Cabo. A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou em 28 de julho de 2010 a resolução que reconhece o acesso à água potável e ao saneamento básico como um direito de todo ser humano. Segundo o documento votado pelos países-membros na Assembleia Geral, o fato de 884 milhões de pessoas não terem acesso ao recurso é de "extrema preocupação". O número dos que não recebem serviços de saneamento básico é quase 3 vezes maior, chegando a 2,6 bilhões de pessoas. Estudos analisados pela ONU revelam que pelo menos 1,5 milhão de crianças morrem, anualmente, antes de completar cinco anos por falta de água potável. O acesso à água limpa e ao saneamento básico faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), uma agenda para erradicar e/ou reduzir males sociais até 2015.
Foto: water mister 
Fonte: EcoD

Espécie de rã considerada extinta há 50 anos reaparece em Israel

Uma espécie de rã que não era vista há mais de 50 anos, e por isso foi considerada extinta, foi encontrada nesta semana em Israel, de acordo com Autoridades de Parques e Natureza do país. A imagem mostra um exemplar de rã-pintada-da Palestina (Discoglossus nigriventer) que foi fotografado em uma reserva natural no norte de Israel. Omri Gal, representante da Autoridade de parques, comentou que há pelo menos cinco décadas este animal não era visto na região. Na década 1940, um exemplar de rã-pintada-da-Palestina comeu outro espécime, o que levou especialistas a acreditarem que este animal pratica o canibalismo.
Fotos: Dror Galili/AP
Fonte: G1