domingo, 1 de janeiro de 2012

Estudo ilumina a habilidade dos cefalópodes em evitar a luz


A cerca oitocentos metros abaixo da superfície do Oceano Pacífico, pequenas lulas e polvos enfrentam um desafio de camuflagem. Alguns de seus predadores, como os peixes-borboleta, caçam mergulhando fundo e olhando para cima em busca de silhuetas de comida em potencial. Para escapar deles, ajuda ser transparente e não ter sombra. Mas outros predadores, como o peixe-dragão de águas profundas, fazem suas buscas através de lanternas biológicas que refletem através de carne clara, como uma luz apontada para uma janela. Na presença desses adversários luminosos, é muito mais seguro ser tão escuro quanto a água ao seu redor. Uma nova pesquisa mostra que ao menos duas espécies de cefalópodes -- um polvo do gênero Japetella e uma lula do gênero Onychoteuthis evitam tal dilema tendo desenvolvido a habilidade de mudar rapidamente de um para outro disfarce. “Em menos de um segundo, eles ligam e desligam", diz Sarah Zylinski, ecologista da Universidade Duke e autora do estudo, publicado na revista Current Biology. Para alternar a camuflagem, os dois cefalópodes contam com bolsas distribuídas de pigmento preto, que podem contrair-se como músculos. Quando está escuro e os cefalópodes querem ser transparentes, essas bolsas formam esferas compactas, permitindo que a carne vítrea desses animais apareça. Mas quando surge uma luz, as bolsas se achatam e se esticam umas em direção às outras, camuflando essas criaturas com pigmento.
Foto: The New York Times; Polvo do gênero Japetella: camuflagem sofisticada
Fonte: Último Segundo

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