terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mudança climática mata mais árvores em área fértil da África

Estudo elaborado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que as árvores localizadas na região de Sahel, um corredor de transição entre o sul do deserto do Saara e terras férteis do continente africano, estão morrendo devido aos efeitos da mudança climática.
De acordo com a pesquisa, que será publicada no periódico científico “Journal of Arid Environments”, as chuvas nesta região, que atravessa seis países e se estende do Oceano Atlântico até o Mar Vermelho, diminuíram até 30% no século 20, o que contribui para a seca mais longa na região desde que foram iniciadas as medições de chuvas, em meados de 1800. Segundo Patrick Gonzales, um dos coordenadores da investigação, levantamentos anteriores já haviam estabelecido que a primeira causa da mudança climática nesta área é a seca, “que tem oprimido a resistência das árvores”.O estudo se baseou em imagens aéreas, de satélite e na medição de um campo com mais de 1.500 árvores. Com isso, foi possível descobrir que uma em cada seis árvores morreu entre 1954 e 2002.
Mortalidade: Outro dado importante mostra que uma em cada cinco espécies de árvores desapareceu nesta área, sendo que as mais afetadas foram plantas nativas frutíferas e aquelas com madeira que depende mais da umidade para sobreviver. O motivo disto, segundo os autores, é que o solo está mais seco. O estudo aponta ainda que os efeitos da mudança climática já se deslocam em direção de regiões úmidas e com vegetação. “No oeste dos Estados Unidos, a mudança do clima tem causado a mortalidade de árvores e elevando a vulnerabilidade das plantas a pragas”, afirma Gonzalez. “No Sahel, não é apenas uma espécie que morre, mas grupos inteiros”, complementa.
O pesquisador diz também que as pessoas da região ao sul do Saara dependem das árvores para sobrevivência, já que “elas fornecem alimentos, lenha, materiais de construção e auxílio à medicina”.
Foto: Imagem mostra exemplar seco da árvore Prosopis africana, no Senegal (Foto: Divulgação/Patrick Gonzalez)
Fonte: G1

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