sábado, 28 de janeiro de 2012

Plantas Geneticamente Modificadas


As plantas transgênicas são aquelas que receberam genes desejáveis de uma outra espécie, o que não seria possível apenas com o melhoramento genético clássico. No milho, por exemplo, cientistas utilizaram a tecnologia para inserir um gene que o tornou resistente a alguns tipos de pragas comuns nesse cultivo. Com isso, esse milho dispensa a aplicação de alguns inseticidas, diminuindo em muito o uso desses agrotóxicos, beneficiando o meio ambiente. Outros exemplos são a soja, o trigo, a canola e o algodão tolerantes a um tipo de herbicida ou resistentes a pragas. Atualmente, as plantas transgênicas já são uma realidade em 18 países, entre eles os EUA, Canadá, Argentina, África do Sul, Índia, China, Colômbia e Espanha, nos quais já existem 67,7 milhões de hectares plantados. A tendência é que esse número aumente cada vez mais, uma vez que, segundo estudos científicos, essa tecnologia permite reduzir os custos de produção, preservar o meio ambiente e, no futuro, produzir mais e melhores alimentos. Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas consumam transgênicos em todo o mundo, sem nenhum registro de dano para a saúde humana ou animal. Esses resultados foram obtidos em mais de 20 anos de pesquisas por instituições como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e academias de ciência em vários países do mundo. No Brasil, instituições como Embrapa, Coodetec e universidades também desenvolvem trabalhos nas áreas de Segurança Ambiental e Alimentar das plantas transgênicas. Há, ainda, muitas pesquisas sendo realizadas por empresas privadas e públicas, instituições e universidades de vários países para o desenvolvimento de plantas enriquecidas com vitaminas e substâncias. Atualmente, já existem plantas enriquecidas com vitamina A, um elemento essencial para a prevenção da cegueira, por exemplo. E possibilidades futuras poderão ser criadas, tais como:
Frutas que permanecem maduras por mais tempo;
Plantas que funcionam como vacinas, combatendo doenças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo, como a diarréia.
Segundo o artigo da FAO World Agriculture: towards 2015/2030 - summary report 2003, os alimentos transgênicos também podem ser mais uma alternativa no combate à fome e à pobreza nos países em desenvolvimento. Existem pesquisas para a criação de variedade de plantas com resistência ou tolerância a secas, salinidade do solo, insetos e doenças, problemas comuns nessas nações. De acordo com o exemplo citado no artigo da FAO, após 3 anos, quando o governo chinês autorizou o cultivo. comercial do algodão transgênico, a área plantada foi expandida de 2 mil para 70 mil hectares, o consumo de inseticidas foi reduzido em 80%, o custo de produção por quilo caiu 28% e a produtividade por hectare aumentou. Tudo isso diminuindo o risco à saúde do lavrador em mais de 15%. O arroz com vitamina A é outro exemplo de alimento transgênico que seria útil nos países em desenvolvimento, citado em artigo dos médicos infectologistas Vicente Amato Neto, professor emérito da Faculdade de Medicina da USP, e Jacyr Pasternak, doutor em medicina pela Unicamp, publicado na Folha de S. Paulo em 29 de maio de 2003. Segundo eles, "as áreas em desenvolvimento talvez tenham mais a lucrar com os transgênicos do que as desenvolvidas. O arroz com vitamina A, lembramos como ilustração, não encontra mercado satisfatório nos países ricos, já que lá ninguém precisa dele, contudo seria algo útil aqui ou na África".
Possíveis fatores de risco:
1. Somente poucos laboratórios têm os dispendiosos equipamentos, reagentes e pesquisadores capazes de obter organismos transgênicos com toda a segurança requerida pela Lei de Biosegurança, fiscalizada pela Comissão Nacional Técnica de Biosegurança (CTNBio);
2. Após a obtenção do organismo transgênico, segue-se a fase mais longa e dispendiosa, de cinco ou mais anos, e milhões de dólares para selecionar e desenvolver o produto. Somente empresas têm arcado com os custos necessários para lançar novas plantas transgênicas;
3. Apesar de todas as precauções, as pessoas leigas, ou mesmo pesquisadores de áreas afins, temem que possam existir inconvenientes no futuro.
Fonte: EcoD

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela visita. Deixe sua crítica e sugestão para aperfeiçoarmos o blog. Abraços e Volte Sempre.