domingo, 12 de fevereiro de 2012

Moreia-verde?

Muitos pescadores de beira de praia, mangue ou costão já deram de cara com a Caramuru ou Moréia-Verde. Com seu jeitão de cobra, escorregadio, boca grande e cheia de dentes, o Caramuru assusta um bocado. Esta moreia, para começar, nem verde é! Sua cor verdadeira é azul, que combinada com bactérias amarelas presentes no muco que recobre sua pele (e a faz escorregadia), nos ilude e fica verde. Há exemplares marrons graças à presença de bactérias diferentes no muco. E não é cobra, mas peixe, da família Muraenidae, denominada cientificamente por Gymnothorax funebris. Sua mordida não é venenosa. O que ocorre é que, como qualquer ferimento causado por peixe marinho, infecciona rapidamente e pode causar febre, vômitos, um belo mal-estar enfim. Isso acontece porque nosso organismo não está preparado para combater bactérias de origem marinha e, até nosso corpo desenvolver defesas específicas e derrotar o invasor, a infecção acontece, ainda que localizada. Como elas geralmente vivem dentro de tocas, só com a cabeça para fora, precisam bombear água para suas brânquias, para respirar e, assim, abrir e fechar a boca constantemente! Essa necessidade, junto com seus dentes expostos, dá uma má impressão... Se considerarmos que esse bicho é míope, e pode confundir a palma de uma mão com um peixe (e morder), aí sim, todo mundo respeita a “serpente-marinha”! Outro fato interessante é que as moreias têm duas fases de vida: começa sua vida como larva, em forma de fita alongada; nesta idade não se alimenta, mas absorve nutrientes pela pele. Quando acontece a metamorfose, transforma-se em uma réplica do adulto, mas menor que a larva. A moreia-verde ou caramuru pode chegar a 250 cm de comprimento e vive em frestas e tocas em regiões rochosas ou coralinas e mesmo entre raízes de mangue, até os 50 m de profundidade, desde a Florida e as Bermudas até Santa Catarina. Os adultos têm cor uniforme, de verde a marrom-esverdeada. Jovens de cor marrom muito escura a negra, com o queixo branco. Em todo o mundo há cerca de 190 espécies diferentes, distribuídas por 19 gêneros, enquanto no Brasil são ao menos 18 espécies e 7 gêneros.
Fonte: Rede Ambiente

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