segunda-feira, 19 de março de 2012

Biólogos dos EUA transmitem ao vivo desabrochar de 'flor-cadáver'

Um verdadeiro "Big Brother" foi montado por pesquisadores da Universidade Cornell, dos Estados Unidos, para acompanhar um processo raro e fascinante da natureza: o florescimento de uma flor-cadáver (Amorphophallus titanum), planta nativa da Indonésia que recebeu este nome devido ao forte odor que emite após a abertura de suas pétalas. O processo de florescimento pode demorar dias, tanto que os especialistas da Escola Superior de Agricultura de Cornell acompanham em tempo integral o desenvolvimento do vegetal, medindo cada movimentação de folhas. O trabalho é transmitido em tempo real pela internet e gravado com a ajuda de câmeras instaladas em uma estufa. Tudo isto porque um exemplar de flor-cadáver só floresce após a planta ser cultivada por, pelo menos, dez anos. Segundo a universidade, desde 13 de março esse espécime já abriu 57 centímetros. De acordo com os biólogos, o processo pode se concluir ainda neste fim de semana. Na transmissão é possível ver a movimentação de pessoas realizando anotações e regando a planta dentro de uma estufa preparada para especialmente para o fenômeno. Em um dos momentos da tarde do dia 17 de março, os pesquisadores anunciaram em uma folha de papel que estavam retirando terra do vaso para analisá-la após o florescimento. A planta conseguiu evoluir até reproduzir o cheiro de carne podre para enganar os besouros, de forma que eles fizessem a polinização para a perpetuação da espécie. O besouro também é atraído pela cor interna da planta, que se assemelha à cor de carne em putrefação.

Foto 1: Exemplar de flor-cadáver é mantido em estufa de universidade dos EUA, que acompanha o processo de florescimento da espécie. (Foto: Reprodução)

Foto 2: Exemplar de flor-cadáver em Brumadinho (MG)
(Foto: Cíntia Paes/G1 MG)








Fonte: G1

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