quarta-feira, 28 de março de 2012

Formigas usam traços de ancestrais para fazer ‘supersoldados’

Entre as formigas, o “supersoldado” é um tipo que tem a cabeça e o corpo maiores e bloqueia as entradas do formigueiro para proteger a colônia em situações de perigo. Em um estudo publicado na edição da revista “Science”, ele é também um exemplo inédito para o estudo da evolução. A pesquisa foi feita com formigas do gênero Pheidole, que tem cerca de 1,1 mil espécies. Em apenas oito delas surgem supersoldados nas condições naturais. Essas espécies vivem no sudoeste dos EUA e no norte do México. A equipe de Ehab Abouheif, da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, pegou uma espécie de Pheidole de outra região, que não tinha registro de supersoldados, e colocou em situações de perigo. Essa se tornou capaz de produzir supersoldados. O teste foi repetido com outras espécies e obteve o mesmo resultado. “Se todas as espécies conseguem produzi-lo [o supersoldado], significa que havia um ancestral em comum”, concluiu Abouheif. “Elas perderam a característica, mas o potencial continua lá”, acrescentou o pesquisador. “O ambiente e a seleção natural sabem reconhecer isso”.
Atavismo: O reaparecimento de uma característica que tinha ficado sem se manifestar durante várias gerações é conhecido na biologia como "atavismo". Segundo Abouheif, esse fenômeno sempre foi tratado como um furo na evolução, que não mereceria atenção especial. “Mostramos que não é o caso”, argumentou. A transformação das larvas em trabalhadores ou soldados é controlada pelas formigas de forma a suprir as necessidades da colônia. Estudos anteriores já mostraram que, se houver apenas soldados, a geração seguinte produzirá só formigas trabalhadoras. A definição de se uma larva será um trabalhador ou um soldado se deve a condições químicas, como a temperatura a que elas ficam expostas e hormônios envolvidos no processo. De forma geral, uma colônia de formigas Pheidole tem um soldado para cada 19 trabalhadores.
Foto: Supersoldados, à direita, em comparação aos soldados, à esquerda (Foto: Alex Wild/alexanderwild.com/Cortesia)
Fonte: G1

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