sábado, 31 de março de 2012

Mostra em Londres exibirá cérebro de Einstein

Um pedaço do cérebro de Albert Einstein (1879-1955) é um dos destaques da exposição 'Cérebro: A Mente como Matéria', em cartaz a partir do dia 29 de março até 17 de junho no centro de exposições Wellcome Collection, em Londres. A mostra tem como objetivo explorar o que os humanos fizeram com cérebros em nome da medicina, da pesquisa científica, das relações sociais e da tecnologia, reunindo 'o que artistas e cientistas investigaram, nas últimas centenas de anos, sobre a natureza cerebral -- medindo, classificando, mapeando e tratando' os órgãos, explicam os organizadores da exposição. É a primeira vez que uma parte do cérebro de Einstein será colocado em exibição na Grã-Bretanha. O corpo do genial cientista foi cremado, mas, segundo o jornal 'The Guardian', o patologista Thomas Harvey, responsável pela autópsia, disse que o filho de Einstein deu-lhe permissão para preservar o cérebro para pesquisas -- alegação que posteriormente foi contestada. Harvey dividiu o cérebro em 240 partes, e duas delas estão sendo exibidas em Londres. A mostra também conta com cerca de outros 150 objetos, entre cérebros inteiros preservados, desenhos do órgão, vídeos, fotos e manuscritos com estudos. Segundo os organizadores, esses objetos mostram 'a longa jornada para manipular e decifrar o mais especial e misterioso dos órgãos humanos, cujos segredos continuam a nos confundir e inspirar'.
Cérebro mumificado: O curador convidado da exposição, Marius Kwint, disse à BBC que outro destaque é um cérebro mumificado do Egito Antigo, de quase 5 mil anos atrás. Também estão expostos cérebros preservados de pessoas completamente diferentes entre si: por exemplo, o do assassino do século 19 Edward Rulloff, dono de um dos maiores cérebros de que se tem notícia, acusado de ter matado sua mulher e filho e sentenciado à morte em 1871, por um outro assassinato cometido em Nova York em 1871; e o de Helen H. Gardener (1853-1925), uma respeitada defensora do voto feminino, que doou seu cérebro à ciência na tentativa de provar que cérebros de homens e mulheres eram igualmente capazes.

Foto 1: Cérebro de Einstein foi fatiado pelo médico que fez sua autópsia, em 1955 (Foto: AFP/via BBC)

Foto 2: Denis Balibouse/Reuters; Mostra terá cérebros inteiros preservados, desenhos do órgão e outros objetos

Foto 3: Einstein; Ronen Zvulun/Reuters



Fontes: G1; estadao.com.br

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