domingo, 22 de abril de 2012

Jaulas de cobre eliminam 99% das bactérias em criações de salmão

Jaulas de cobre usadas em criações de salmão no Chile conseguem eliminar 99% dos vírus e bactérias, o que gera um ambiente mais saudável e reduz a mortalidade dos peixes, além de provar mais uma utilidade deste metal. A empresa estatal chilena Codelco, a maior produtora mundial de cobre, com 11% da produção mundial, publicou nesta quinta-feira uma pesquisa sobre as propriedades bactericidas do cobre, em uma tentativa de ampliar seus usos. "O estudo de cobre bactericida na água mostrou que as malhas de cobre-zinco eliminam até 99,9% dos principais patógenos (vírus e bactérias) em meia hora de exposição", afirma Codelco. A ação inclui o vírus ISA, que destruiu a produção chilena de salmão, ao provocar anemia nos peixes e posteriormente sua morte, há três anos. Segundo "informações preliminares do primeiro cultivo em malha de cobre, a taxa de mortalidade caiu, em média, mais de 35% em relação à malha convencional", informa o estudo. O uso do cobre nas gaiolas impede a aderência do "fouling", material orgânico corrosivo, o que melhora a oxigenação durante os 18 meses de crescimento do salmão e elimina a necessidade de mudar as redes. A força mecânica e a resistência também torna as gaiolas impenetráveis para os predadores, como os leões-marinhos, e também impede a fuga dos peixes. As gaiolas, fabricadas com 65% de cobre e o restante de zinco, são 100% recicláveis. Seu uso poderia reduzir mais de 20% dos custos operacionais, de acordo com a Codelco. "A demonstração de que a propriedade bactericida do cobre também trabalha na água eliminando a carga bacteriana sem afetar o ecossistema circundante vai significar um enorme avanço para a saúde dos peixes e da alimentação global", disse Juan Pablo Schaeffer, funcionário da Codelco. "Nos próximos anos, o potencial mercado para novos usos de cobre, por exemplo, em gaiolas, têxtil, hospitais, entre outros, vai aumentar a demanda pelo material em mais de 200.000 toneladas por ano", observou o ministro chileno de Minas e Energia Hernán de Solminihac.
Fonte: Último Segundo

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