quarta-feira, 4 de abril de 2012

Último degelo aumentou o nível do mar em 20 metros em 500 anos

O último grande degelo do planeta não aconteceu de forma constante, mas houve um período de aumento abrupto do nível das águas, que subiu cerca de 20 metros em menos de 500 anos, informou no dia 28 de março, a revista científica "Nature". O ponto mais ativo desse degelo, que começou há 15 mil anos e acabou há 12 mil, aconteceu no período entre há 14.650 anos e 14.310 anos, quando, segundo as medições dos analistas, o nível de água subiu no Taiti entre 12 e 22 metros. Os cientistas participantes deste estudo basearam sua pesquisa em medições efetuadas nesta ilha do Pacífico e concluíram também que a maior parte de água veio do degelo da Antártida. Nesse último grande degelo as geleiras derreteram quase totalmente e elevaram o nível dos mares cerca de 120 metros no mundo todo. Este aumento dos mares não foi nem gradual nem uniforme, mas aconteceu de forma especialmente intensa em um período de 500 anos, segundo Pierre Deschamps, geólogo e pesquisador principal do Centro Europeu de Pesquisa e Ensino de Geociências do Meio Ambiente (CEREGE). Assim, durante esta etapa, o nível das águas nesta ilha da Polinésia Francesa teria crescido entre 3,5 e 5 metros por século, segundo o estudo da equipe francesa. Para obter estes dados, Deschamps e seus colegas estudaram os fósseis dos corais e de uma espécie de búzio que habitaram no litoral norte, sul e oeste do Taiti. O aumento das águas que este analista observa em seu artigo coincidiu no tempo com a Oscilação de Boelling, uma época na qual o clima se moderou e as massas de gelo continentais liberaram grandes quantidades de água no mar. No entanto, a cronologia exata do degelo e a origem de suas águas seguem sem esclarecer tudo, já que o nível dos mares não ascendeu de forma uniforme, e por isso é necessário estudar os aumentos em distintas costas do planeta. Além disso, os especialistas não só tentam averiguar quanto cresceram os mares, mas também qual foi a fonte que produziu o aumento das águas, ou seja, se o que derreteu foi o Ártico, a Groenlândia ou a Antártida. Os dados da pesquisa liderada por Deschamps, em combinação com outro estudo realizado em Barbados, sugerem que a maior parte desta água procedia do degelo da Antártida. Segundo os analistas, conhecer melhor estes fenômenos permitiria compreender como a mudança climática atual afetará os gelos polares nos próximos anos. Neste sentido, a velocidade com a qual cresceram as águas no período estudado por Deschamps foi "significativamente maior" às estimativas para o século 21, que predizem um aumento inferior a dois metros por século.
Fontes: estadao.com.br; MSNVERDE

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