quarta-feira, 2 de maio de 2012

Correntes marinhas quentes derretem geleiras na Antártica

O derretimento do gelo polar, tido como uma das consequências mais graves do aquecimento global, não ocorre só devido às mudanças de temperatura do ar. Um estudo publicado no dia 25 de abril pela revista “Nature” mostra que o gelo é atacado em duas frentes: pela água e pelo ar. As correntes marinhas cada vez mais quentes derretem as plataformas de gelo por baixo. Por cima, o calor provoca o derretimento do gelo que fica em contato com o ar. O fenômeno ocorre com 20 das 54 plataformas de gelo da Antártica analisadas na pesquisa. O oeste do continente é a região mais afetada. “Podemos perder uma quantidade terrível de gelo para o mar sem nunca ter um verão quente suficiente para derreter a neve no topo das geleiras. O oceano pode fazer todo o trabalho por baixo”, afirmou Hamish Pritchard, do Programa Antártico Britânico, autor do estudo, em material de divulgação da Nasa. Os especialistas que conduziram o estudo usaram dados do Icesat, da Nasa. Este aparelho usa tecnologia a laser para analisar a superfície polar. Os dados obtidos entre 2003 e 2008 foram processados por um modelo de computador para chegar à conclusão. A pesquisa mostrou ainda que as mudanças que o mar provocam na geleira têm influência sobre o clima da Antártica. A força e a direção dos ventos é alterada, o que sugere que o aquecimento global pode ter um efeito especialmente rápido sobre o continente.
Foto: Geleira se rompe na Antártica (Foto: Michael Van Woert/NOAA/Divulgação/Arquivo)  
Fonte: G1

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