terça-feira, 29 de maio de 2012

Os Animais e os Sentidos

Quantos sentidos nós temos? Segundo os cientistas, pelo menos dez. Isso mesmo, além dos cinco tradicionais, pode adicionar à lista: dor, equilíbrio, aceleração e noções de tempo, temperatura e magnetismo. Este último, também chamado de “senso de direção”, é extremamente fraco em humanos, mas muito presente em aves, por exemplo—pense nas migrações para o sul! Animais não-humanos podem mesmo ter sentidos que são inteiramente ausentes em nós, como eletrorecepção e a ecolocalização. Mas, aqui, vamos nos ater aos clássicos cinco sentidos de Aristóteles: tato, visão, olfato, paladar e audição. E, ao fim, talvez tenhamos uma maneira de perceber o mundo um pouco diferente.
Visão:Quem decidir ter uma conversa olho no olho com um camaleão vai ter uma surpresa. Mais conhecidos pela sua capacidade de mudar de cor, os camaleões também são donos da incrível capacidade de mover cada olho independentemente, o que lhe dá uma visão de quase 360° do ambiente. Fixando dois objetos simultaneamente, o camaleão pode ficar de olho nos predadores e espreitar a sua própria presa ao mesmo tempo. Ao contrário de nós—que quando tentamos fixar o nariz com os dois olhos vemos duas imagens borradas e superpostas—os olhos dessincronizados do camaleão não comprometem sua capacidade de enxergar. Provavelmente, as imagens de cada olho são enviadas para pontos diferentes do cérebro. É o único vertebrado conhecido a apresentar esta característica. A visão é tão acurada que, quando estica sua língua comprida e pegajosa para capturar um inseto, esse réptil é preciso: muito raramente erra.

Olfato:Todo mundo já ouviu aquela velha história de que tubarões são capazes de sentir cheiro de sangue a quilômetros de distância. Ao contrário da maior parte dos mitos sobre animais, esta história é verdade. Tubarões podem detectar uma parte de sangue para cada mil partes de água: o equivalente a uma colher de chá numa piscina. Além disso, são capazes de determinar se o cheio veio pela narina esquerda ou direita, o que os ajuda a decidir em que direção ir para capturar a presa. Essa habilidade teve um custo evolutivo: dois terços do cérebro de um tubarão é composto de lóbulos olfativos. É praticamente um nariz—equipado de dentes—que nada.

Paladar: Por qual parte do corpo as borboletas sentem gostos? Quem já as viu se alimentando deve ter imaginado que pela tromba que lhe faz as vezes de boca. Engana-se. A boca é adaptada para puxar o néctar e os sumos, mas os gostos são sentidos pelos pés. Esta adaptação é extremamente útil a estes insetos, que podem detectar venenos e outras substâncias nocivas antes de ingeri-los. Além disso, também serve para identificar qual é a planta correta para colocar seus ovos, garantindo assim a sobrevivência da espécie.

Audição: Todo mundo que já esteve perto de algum felino deve ter notado o modo como suas orelhas se movem, mesmo quando ele parece estar descansando. Esta capacidade de determinar de onde vem o som sem sequer abrir os olhos mostra o quão apurada é a audição felina. Enquanto humanos só podem ouvir freqüências até 20.000 Hz, onças-pintadas podem detectar sons muito acima dos 60.000 Hz, movendo suas orelhas em até 180° para detectar a direção do barulho. Esta habilidade é de importância vital para estas caçadoras de hábitos noturnos, que dependem mais da sua capacidade de ouvir do que da de ver. Com audição e olfato apurados, aliados à pelagem camuflada, lembre-se: a chance de uma onça-pintada te ver antes de você ser capaz de vê-la beira o 100%.
Tato:Sem ouvidos e dotada apenas de olhos extremamente primitivos, a estrela-do-mar é um exemplo de animal que depende quase exclusivamente do tato para sobreviver. Para encontrar comida, utiliza-se de uma combinação de olfato e tato para persegui-la, vai literalmente “sentindo” o caminho. Sua dieta foi classificada como oportunista, pois alimenta-se do que conseguir encontrar: moluscos, algas, pólipos e até mesmo pequenos peixes. Mais uma curiosidade sobre este animal é que, uma vez capturada a presa, ele expele seu estômago pela boca. Enzimas estomacais digerem o alimento externamente. Quando estiver satisfeita, volta a recolher seus órgãos. A este processo dá-se o nome de evaginação.
Fonte: Rede Ambiente

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