sexta-feira, 22 de junho de 2012

Decisão judicial distancia treinadores de orcas em parque aquático

O eletrizante dueto realizado entre treinadores e orcas no parque aquático SeaWorld nunca mais será o mesmo. Um juiz do Estado da Flórida decidiu recentemente que treinadores devem ser melhor protegidos contra os temíveis mamíferos durante os shows. Os treinadores - que há pouco tempo atrás beijavam, montavam e eram empurrados ao ar pelas chamadas "baleias assassinas" - devem manter maior distância, permanecer atrás de uma barreira física ou usar outros dispositivos para se manter mais seguros durante as apresentações acrobáticas pelas quais o parque é famoso. A decisão tomada na semana passada por Ken S. Welsch, um juiz da Comissão de Segurança e Saúde Ocupacional, veio mais de dois anos após a morte de Dawn Brancheau, uma treinadora que foi assassinada e arrastada debaixo d'água por uma orca no parque SeaWorld em Orlando. A morte obrigou o SeaWorld a suspender interações em água entre animais e treinadores durante apresentações e a erguer uma barreira física para os treinadores que permanecem na beira da piscina de pé. Mas executivos do SeaWorld têm pressionado para restabelecer as antigas apresentações, que veem como as mais emocionantes do parque, alegando que os protocolos de segurança são suficientes para manter os treinadores seguros. Welsch discordou, dizendo que os protocolos não conseguiram proteger Brancheau. Tilikum, a orca que a matou, ignorou tapas na água e outros sinais criados para mantê-la sob controle."Uma vez que o treinador está na água com uma baleia assassina que opta por adotar um comportamento indesejável, o treinador está à mercê da baleia", escreveu o juiz na sua decisão. Após a morte de Brancheau, a Comissão de Segurança e Saúde Ocupacional passou seis meses investigando o parque para entender a segurança dos treinadores. A agência emitiu diversas advertências, dizendo que barreiras e outras precauções eram necessárias para os shows. O SeaWorld apelou das advertências e uma audiência foi realizada em novembro para ouvir ambas as partes. Na semana passada, o juiz aceitou principalmente as opiniões da comissão, proporcionando uma avaliação contundente do que ele disse ser uma inclinação da companhia em culpar os treinadores quando algo dava errado e a fé que o parque tinha na previsibilidade do comportamento de uma orca. Welsch disse que o parque deveria ter feito mais para proteger os treinadores. O juiz disse ainda ser implausível que o SeaWorld - o líder no treinamento de baleias assassinas - não sabia, como havia afirmado, que orcas poderiam representar um perigo para seus funcionários. Mas a decisão não foi de todo ruim para o SeaWorld. Welsch minimizou sua violação de intencional a sério e reduziu a multa que deverá ser paga pelo parque de US$ 75.000 para US$ 12.000. "Temos defendido ao longo do tempo que as acusações de 'intencional' não tinham fundamento e nos sentimos mais tranquilos sabendo que o juiz concorda com isso", disse Jim Atchison, presidente e executivo-chefe do SeaWorld Parques e Entretenimento, em um comunicado. 
Foto: Getty Images/Juiz decidiu que treinadores devem apresentar espetáculos mais bem protegidos 
Fonte: Último Segundo

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