segunda-feira, 25 de junho de 2012

A Foca-de-Weddell

É difícil pensar em um lugar onde a vida seja mais difícil que na Antártica. Ainda assim, as focas tiram este desafio de letra devido aos mais diversos mecanismos. Com até três metros e 600 kg, estes simpáticos mamíferos têm, sob a pele, uma densa camada de gordura irrigada por vasos sanguíneos que controlam as trocas de calor. Assim, ela é capaz de manter sua temperatura corporal mesmo nas baixíssimas temperaturas dos pólos. São considerados animais marinhos, embora passem parte de sua vida movendo-se desajeitadamente em terra. Muito dóceis, deixam facilmente que os humanos se aproximem, o que justifica toda a sua popularidade. Caçam sob o gelo, principalmente peixes, crustáceos, lulas, krill e às vezes pinguins, localizando sua presa pela silhueta recortada contra o sol. Como a Antártica tem seis meses de noite durante o inverno, às vezes não é possível confiar na luz para caça. Nessas ocasiões, as focas usam seus bigodes para localizar as presas. Mais do que pelos, são órgãos sensíveis que captam vibrações na água. Embora possa ficar submersa por quase uma hora, a foca, como todos os mamíferos, precisa respirar ar. Quando não encontra um buraco na superfície antártica, a foca crava seus caninos e estilhaça o gelo, criando um respiradouro. Um dado interessante, os filhotes da foca de Weddell nascem com mais ou menos 30 kg, e engordam 15 kg por semana graças aos altos teores de gordura do leite materno: até 60%, o dobro do contido no creme de leite!  
Fonte: Rede Ambiente

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