sexta-feira, 1 de junho de 2012

Mata Atlântica perdeu 133 km² de vegetação em um ano, afirma censo

O bioma Mata Atlântica perdeu 133 km² de área em um ano no Brasil, segundo o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica divulgado no dia 29 de maio pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) e pela Fundação SOS Mata Atlântica, que analisou o período entre 2010 e 2011. O ritmo de desmatamento caiu 57% se comparado com o período 2008 - 2010, quando o bioma perdeu ao todo 311 km². No novo período medido, Minas Gerais liderou o desmatamento, com 63 km². A Bahia ficou na segunda posição, com desflorestamento de 46 km². Na sequência estão o vêm Mato Grosso do Sul (5,8 km²), Santa Catarina (5,6 km²), Espírito Santo (3,6 km²), São Paulo (2,1 km²) e Rio Grande do Sul (1,1 km²). Rio de Janeiro, Paraná e Goiás registraram desmatamento inferior a 1 km². Os Estados de Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo foram avaliados parcialmente no estudo, por causa da cobertura de nuvens que prejudicou a captação de imagens por satélite. O estudo analisou dez dos 17 Estados que possuem o bioma, que representam 93% da área total de Mata Atlântica. 
Desmatamento estável: "Embora tenha tido uma leve queda, provavelmente o índice apresentado hoje seria maior se não tivéssemos problemas com nuvens. O (ritmo de) desmatamento continua estável, o que é preocupante", disse a coordenadora do Atlas pelo SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota, em referência a Minas Gerais e Bahia, que encabeçam o ranking dos que mais desmataram no período. Em relação aos municípios, os pesquisadores alertam para a região que chamam de "triângulo do desmatamento", entre Bahia e Minas Gerais. No ranking dos municípios, cidades dos dois Estados ficam no topo. Nos últimos 25 anos, a Mata Atlântica perdeu 17.354 km² (quase três vezes o tamanho do Distrito Federal) ficando reduzida a 7,9% de sua área original, se considerados os remanescentes florestais em fragmentos acima de 100 hectares, representativos para a conservação de biodiversidade.
Lei e árvores derrubadas : Mantovani acredita que a queda do desmatamento na Mata Atlântica se deve à criação da lei da Mata Atlântica, de dezembro de 2006. “Vamos ver qual o vai ser o impacto deste novo Código Florestal. Nós já sentimos seu impacto no nosso trabalho ao perceber que os proprietários não estão mais pedindo aos SOS Mata Atlântica mudas para o reflorestamento e áreas de restauração não são mais chamadas para restauração”. Para o ambientalista, o Código Florestal é o de menos. “A bancada ruralista toda tem mais de 400 legislações em Brasília que interferem no meio ambiente de cada município”, disse.
Boas notícias: A surpresa do estudo foi o índice em queda dos três Estados da Região Sul, que na última análise (2008-2010) registram retirada da mata nativa de 37 km2 (Santa Catarina), 32 km2 (Paraná) e 18 km2 (rio Grande do Sul). Neste levantamento eles registraram desmatamentos de 5,8 km2, 0,71km2 e 1,1 km2, respectivamente. O Rio de Janeiro, que já foi um campeão de desmatamento em estudos anteriores, está apresentando queda de desflorestamento. Em 2011 foi 0,92 km2. Para Márcia esta melhora de índice no Rio de Janeiro é dada por causa da criação de Unidades de Conservação, e do apoio da sociedade na criação de Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPN).

Foto 1: Área de Mata Atlântica no estado do RJ. No Brasil, bioma perdeu 133 km² de cobertura vegetal devido ao desmatamento entre 2010 e 2011. (Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro)

Foto 2: Mata Atlântica está restrita a 7,9% da cobertura original, num total de 102 mil km² / Getty Images

Foto 3: Área de Mata Atlântica na Serra da Bocaina, no Rio de Janeiro - um dos estados com menos regiões do bioma desmatadas/Foto: Glauco Umbelino

Foto 4: Mapa do Atlas revela que a situação de Minas Gerais é a mais preocupante/Imagem: Reprodução




 Fontes: G1; Último Segundo; estadao.com.br; EcoD

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