quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nova lista de espécies ameaçadas do Brasil passa por mudanças

O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) prepara uma lista com dados da fauna em risco para ser divulgada até 2014. A nova tabela é a primeira avaliação global do estado de saúde dos animais brasileiros em dez anos. A lista anterior, elaborada pela Fundação Biodiversitas e publicada em 2004 pelo Ibama, olhava apenas as chamadas espécies-candidatas, ou seja, as espécies de um mesmo gênero ou família com problemas em potencial. A nova avaliação levará em conta todas as espécies de um determinado grupo, independentemente de suspeitas sobre seu grau de ameaça, que é dado segundo categorias definidas pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Isso fará com que o número de espécies avaliadas pule de 1.300 (dados de 2004) para 10 mil. Atualmente já foram avaliados 28% desse total. Além disso, a nova lista terá um processo de desenvolvimento mais eficaz, com prazos e orçamentos maiores. O que vai diferenciá-la dos estudos anteriores, que tinham o problema de prazos curtos, o que impossibilitava a avaliação de todas as espécies de um grupo. Ugo Vercillo, coordenador de Espécies Ameaçadas do Instituto Chico Mendes, explicou para a Folha que o número real de animais em perigo aumenta a cada ano. "O país não para de crescer, as áreas nativas continuam sendo alteradas", alertou.  
Novos casos: Dados preliminares acusam que o Brasil ganhou pelo menos 250 novas espécies ameaçadas de extinção. O caso que o instituto considera preocupante é o dos tubarões, que possuem 60 espécies, de 169, sob ameaça, e duas que são consideradas "regionalmente extintas". "Existe uma tendência ao aumento de espécies em perigo, tanto para peixes continentais quanto para marinhos", explicou Vercillo. Por outro lado, há também espécies saindo de risco devido a programas de conservação. Até agora, segundo o coordenador do ICMBio, três que estavam ameaçadas em 2003 já deixaram a categoria. A exemplo da arara-azul-de-lear, que pode mudar da categoria “criticamente em perigo” para “em perigo”.
Foto: A categoria de mamíferos possui a maior porcentagem de espécies ameaçadas/Foto: Tambako the Jaguar 
Fonte: EcoD

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