segunda-feira, 4 de junho de 2012

Promiscuidade traz saúde a abelhas

Cientistas sempre se questionaram por que abelhas-rainhas, na comparação com outros insetos sociais, são tão mais promíscuas. Um novo estudo sugere que ter muitos parceiros parece resultar em uma colmeia mais saudável. Pesquisadores dos Estados Unidos e da Holanda, em trabalho na revista PLoS ONE, mostram que isso tem a ver com as bactérias presentes nos corpos das abelhas e na comida que elas armazenam. Quanto mais promíscua a rainha, maior a quantidade de bactérias boas, o que melhora a saúde e a nutrição da colônia. A abelha rainha promíscua, que tem diversos parceiros sexuais, contribui para a diversidade e saúde da colônia, segundo estudo da Faculdade de Wellesley, nos Estados Unidos. Pela primeira vez, cientistas descobriram que populações de abelhas operárias com alta diversidade genética apresentam colônias de microorganismos benéficos e têm menos bactérias nocivas. Segundo os pesquisadores, a descoberta ajuda a entender o que pode ser feito para salvar a população de abelhas produtoras de mel, que diminui a uma taxa de 30% ao ano, desde 2007, nos EUA. Para realizar o estudo, os cientistas compararam duas colônias de abelhas produtoras de mel. Uma delas tinha rainhas promíscuas, inseminadas por grupos diferentes de 15 machos. A outra era formada por rainhas que copulavam com apenas um macho cada. Como resultado, a primeira colônia tinha alta diversidade genética e a segunda era geneticamente uniforme. A análise de microorganismos presentes nas abelhas mostrou que colônias com alta diversidade genética têm 40% mais bactérias benéficas que as uniformes. Além disso, apresentam o dobro de variedade bacteriana e menor número de bactérias nocivas. “Nós descobrimos que colônias geneticamente diversas têm uma comunidade de bactérias mais diversa, saudável e ativa. Por outro lado, colônias geneticamente uniformes apresentaram maior atividade de patógenos no seu trato digestivo”, afirmou Heather Mattila, coordenadora da pesquisa. Em estudo anterior, Heather havia descoberto que 
colônias geneticamente diversas também são mais produtivas. Por isso, a manutenção da diversidade genética é um desafio para produtores comerciais de mel.

Foto 1: Mark Baker/AP 











Foto 2: Quando mais diversidade genética, maior é a saúde da colônia (Foto: Divulgação / Richard Howard)  



Fontes: estadao.com.br; G1

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