sexta-feira, 22 de junho de 2012

Raios Ascendentes

Um tipo de raio que, em vez de descer das nuvens e atingir o solo – como ocorre com a maioria das descargas atmosféricas –, parte de algo na superfície e se propaga em direção à nuvem. Assim são os Raios Ascendentes, descargas atmosféricas originadas por estruturas elevadas, como torres de telecomunicação ou para-raios de edifícios altos. Em função de suas altitudes, essas estruturas podem concentrar em seus topos uma grande quantidade de carga elétrica induzida e de sinal oposto à carga da base de uma nuvem de tempestade que passa sobre ela. Com isso, durante uma tempestade, inicia-se uma descarga na estrutura que se propaga em direção à nuvem. Os Raios Ascendentes começaram a chamar a atenção nos últimos anos em países como os Estados Unidos e o Japão, em função dos prejuízos que pode causar para o funcionamento de estruturas altas, como geradores de energia eólica - que podem atingir mais de 150 metros de altura e podem ser destruídas quando originam raios ascendentes. Enquanto o impacto de um raio descendente é mais distribuído, pois metade das descargas toca pontos diferentes do solo, o dos raios ascendentes acaba sendo sempre em um mesmo ponto, o de partida. Em geral, há muito mais raios descendentes do que ascendentes. Porém, os primeiros tocam pontos diferentes no solo e os ascendentes sempre saem do mesmo lugar, gerando um estresse muito grande em cima desse ponto, que pode ser uma torre de televisão ou de celular. Pesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram em 2012, pela primeira vez, a ocorrência desse tipo de raio no Brasil. Utilizando câmeras normais e de alta velocidade, eles observaram e gravaram no fim de janeiro e início de março a ocorrência de raios ascendentes no Pico do Jaraguá – o ponto culminante da cidade de São Paulo, a 1.135 metros acima do nível do mar. Segundo pesquisadores é importante intensificar os estudos sobre esse tipo de raio no Brasil, país que apresenta a maior incidência de raios no mundo. 
Foto: Primeiro registro de raios ascendentes no Brasil foi feito em 2012/Foto: MeriaDuck
Fonte: EcoD

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