quinta-feira, 12 de julho de 2012

Alvos de guerra afundados no mar podem trazer danos à vida marinha

Nos próximos meses, a Marinha americana deverá afundar três navios no Havaí como parte de um treinamento realizado a cada dois anos. Para evitar a contaminação do mar com tais estruturas, os ambientalistas estão se mobilizando para impedir a prática. Somente nos últimos 12 anos, 109 embarcações - entre eles navios, submarinos e aviões oriundos de 22 países - navegaram até o fundo do mar durante o tiro ao alvo internacional. Tóxicos: Cada uma dessas estruturas que afundam no mar contém quilos de bifenilos policlorados, componentes neurotóxicos que podem comprometer a vida marinha, além de asbesto e metais pesados, de acordo com os ativistas. Embora o impacto no oceano ainda não tenha sido dimensionado, a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA) estima que cada alvo gere nada menos do que 50 kg da substância. O cientista americano Rainer Lohmann, da Universidade de Rhode Island, chegou a calcular os níveis de bifenilos jogados no mar e concluiu que a quantidade não chega a ameaçar a vida marinha significativamente. Ele ressaltou, no entanto, que o treinamento "não é uma atitude ética". 
Opções: Uma alternativa viável para não prejudicar os treinamentos, sugerida pelos ambientalistas, seria a utilização de alvos infláveis ou simulações. Especialistas militares confiram que a recomendação pode ser uma boa saída. Os ambientalistas reclamam que a proibição da EPA de despejos considerados tóxicos em águas americanas não abrange o treinamento da Marinha. 
Foto: Cada navio deposita 50 kg de materiais tóxicos nos mares/Foto: Sxc  
Fonte: EcoD

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