segunda-feira, 2 de julho de 2012

Aranha viúva-marrom toma o lugar da viúva-negra nos EUA

Cientistas americanos analisaram a presença de aranhas na Califórnia e perceberam que as viúvas-marrons podem estar ocupando o lugar das viúvas-negras no sul do estado. A conclusão do estudo será publicada na edição de julho da revista científica “Journal of Medical Entomology”. A espécie marrom é relativamente nova na América do Norte: foi documentada na Flórida pela primeira vez em 1935, mas na Califórnia só apareceu em 2003. No entanto, na última década tem ocorrido uma grande proliferação desses artrópodes. Se essa substituição se comprovar, o perigo para os donos das casas pode diminuir, já que a picada da viúva-marrom é menos tóxica que a da viúva-negra, nativa do oeste dos EUA e capaz de provocar sintomas como suor excessivo, dor local intensa e no abdômen, choque anafilático e até a morte em muitos casos. Os autores analisaram a presença desses animais em 72 locais, como imóveis urbanos, terrenos agrícolas, parques e áreas naturais. Assim, puderam comparar a abundância e a seleção de habitat das duas espécies. Em quase 97 horas de coleta, os cientistas encontraram 20 vezes mais viúvas-marrons que negras fora das casas, especialmente embaixo de mesas e cadeiras ao ar livre e em pequenos espaços de muros, paredes e objetos. Nenhuma aranha foi encontrada no interior das casas. Segundo Richard Vetter, da Universidade da Califórnia em Riverside, as viúvas-marrons realmente se multiplicaram em um tempo muito curto, sendo detectadas em locais onde era esperado haver viúvas-negras. Isso revela uma concorrência e uma certa sobreposição de habitat. Havia lugares onde somente as viúvas-marrons eram capazes de fazer casas, mas em outros as negras ainda predominavam. Segundo os pesquisadores, os proprietários das casas precisam conhecer os esconderijos das viúvas-marrons e ter mais cuidado ao colocar as mãos em cantos desconhecidos. 
Foto: Viúva-marrom (foto) está tomando o lugar da viúva-negra no sul da Califórnia. Picada da espécie marrom é menos tóxica que a da negra, segundo os pesquisadores (Foto: Richard S. Vetter/Universidade da Califórnia)  
Fonte: G1

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