sábado, 28 de julho de 2012

Arqueólogos encontram moedas milenares em ruínas de Israel

Um tesouro com moedas de ouro milenares foi desencavado de um terreno onde forças cristãs e muçulmanas travaram batalhas pelo controle da Terra Santa durante as cruzadas, disseram arqueólogos no dia 11 de julho. O material estava nas ruínas de um castelo em Arsuf, local estratégico durante o conflito religioso dos séculos 12 e 13. As 108 moedas formam uma das maiores coleções de moedas antigas já descobertas em Israel. Elas estavam em uma jarra de cerâmica sob uma lajota, no topo das ruínas que ficam à beira-mar, a 15 quilômetros de Tel Aviv. "É uma descoberta rara. Não temos muito ouro que foi circulado pelos cruzados", disse Oren Tal, professor da Universidade de Tel Aviv que comandou a escavação. Local foi palco de batalha histórica: Foi em Arsuf que as forças do rei inglês Ricardo Coração de Leão derrotaram o líder islâmico Saladino. Cerca de 80 anos depois, em 1265, os muçulmanos voltaram sob o comando de outro general e sitiaram a cidade por 40 dias. Quando os muros externos caíram, os cavaleiros cruzados recuaram para o castelo, que acabou sendo destruído. Tal acredita que o tesouro tenha pertencido à Ordem de Malta, cujos membros habitavam o castelo. As moedas talvez seriam usadas para pagar o arrendamento das terras, ou fossem o lucro de atividades industriais, disse o arqueólogo. Ao todo, as moedas pesam cerca de 400 gramas. Algumas foram cunhadas dois séculos antes no Egito, e elas serão estudadas nos próximos seis meses, disse Tal. "O estudo dessas moedas irá contribuir para a nossa compreensão de como interações econômicas de grande escala eram feitas na época", disse ele.


Foto 1: Pote com 108 moedas foi achado em ruínas de castelo que foi palco de conflitos religiosos durante as cruzadas, que ocorreram entre os séculos 12 e 13 d.C. (Foto: Baz Ratner/Reuters)


Foto 2: Segundo pesquisadores, moedas seriam utilizadas para pagar o arrendamento de terras ou lucro por atividades industriais da época. (Foto: Baz Ratner/Reuters)  

Fontes: G1; Último Segundo; estadao.com.br

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