sábado, 7 de julho de 2012

Aumento de secas é mais provável no Brasil que no resto da América do Sul

A probabilidade de as secas aumentarem no nordeste do Brasil é média, enquanto é baixa nas demais regiões da América do Sul, segundo a versão completa publicada no último relatório do maior grupo de especialistas da ONU em mudança climática. O mesmo nível de probabilidade que há na evolução dos períodos secos no Brasil - em intensidade e duração - está presente em outras regiões mais distantes, como o sul e o centro da Europa, a região mediterrânea, a América Central, o México, o centro da América do Norte e o sul da África. O documento do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), apresentado hoje por teleconferência, sustenta que podemos esperar, com mais certeza, um 'aumento na duração e no número de períodos quentes ou de ondas de calor em várias regiões do planeta'. A maior probabilidade está prevista para o sul da Europa e para a área mediterrânea, e é menos provável no norte da Europa. Também se antecipa uma maior frequência de fortes chuvas ou um aumento da proporção destas, 'em particular em latitudes elevadas e regiões tropicais, assim como em latitudes médias do hemisfério norte no inverno'. Os cientistas avaliaram também que as chuvas aumentariam na África Oriental, enquanto é possível que haja poucas mudanças na situação atual no sul da África e no Saara. O que têm em comum todos esses casos é que, embora os fatores de risco ambientais e sociais dos desastres variem de região para região, muitas das estratégias que seriam efetivas para enfrentar episódios meteorológicos graves são similares. Nesse sentido, o IPCC indica que, apesar de muitos desastres serem provocados por fenômenos meteorológicos extremos, isto não é certo em todos os casos. Em muitos deles, um episódio potencialmente desastroso poderia ser superado sem excessivos danos econômicos ou vítimas se não fosse pela vulnerabilidade na qual vivem milhões de pessoas em numerosos países. As provas são contundentes e, ainda que existam conhecimentos suficientes para tomar boas decisões sobre a gestão de riscos, o relatório ressalta que 'muitas vezes não se aproveita' a informação disponível. 
Foto: EFE/Aumento de secas é mais provável no Brasil que no resto da América do Sul  
Fonte: MSNVERDE; EFE

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