quarta-feira, 11 de julho de 2012

Coreia do Sul anuncia em reunião que caçará baleias para fim científico

A Coreia do Sul anunciou no início da noite do dia 4 de julho um plano que prevê início da caça a baleias com finalidade científica, aproveitando uma exceção prevista na moratória da pesca comercial a mamíferos aquáticos -- o que já é realizado pelo Japão, cuja ação é questionada por ambientalistas. Durante reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), realizada no Panamá, os delegados sul-coreanos disseram que o país apresentará em breve seus planos sobre a caça ao comitê científico da organização mundial e que não buscavam a aprovação de outras nações para tais ações. O anúncio provocou reação imediata por parte da Austrália, Nova Zelândia e outros países contrários à caça de baleias. O representante da Coreia do Sul, Park Jeong-seok, disse que seu país apresentará planos “com confiança, boa fé e transparência”. “Como membro responsável da comissão, não aceitamos nenhuma proposição categórica e absoluta de que não se deve matar ou capturar baleias”, afirmou. No entanto, os integrantes da delegação sul-coreana não apresentaram números, áreas ou um calendário para a caça científica desses mamíferos aquáticos. Representantes de outros países disseram que a Coreia do Sul tem interesse em capturar exemplares de baleias-minke que vivem no Mar do Japão.  
Criação de santuário para proteção fracassou em reunião: A proposta de se criar um santuário para baleias no Atlântico Sul, entre a América do Sul e a África, foi rejeitada durante votação realizada no dia 2 de julho durante a reunião da CBI. Em plenária realizada, 38 países se pronunciaram a favor e 21 governos foram contrários. O apoio favorável foi de 65%, mas a porcentagem necessária para criar a área de proteção era de 75%. O assunto era um dos principais temas em debate no encontro, que termina nesta semana. O projeto de criar um santuário de proteção às baleias no Atlântico Sul é liderado pelo Brasil e pela Argentina desde 2000. Além de assumir uma postura conservacionista - após ter permitido a caça em suas águas até 1985 -, o governo brasileiro percebeu que o turismo de observação é um negócio muito mais rentável e gerador de emprego do que a morte do animal. Há mais de uma década existem impasses entre países que apoiam a exploração de baleias e governos conservacionistas. Conforme votação realizada nesta segunda, os conservacionistas até tiveram a maioria, mas não têm conseguido superar a barreira criada por Japão, Noruega, Islândia e Rússia, acusados, inclusive, de comprar votos de países neutros. 
Foto: Exemplar de baleia-minke no litoral do Brasil (Foto: Divulgação/ CMA/ICMBio) 
Fonte: G1

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