quarta-feira, 11 de julho de 2012

Equipe capta imagens de criaturas estranhas no fundo do mar

Uma expedição neozelandesa recolheu milhares de amostras de espécies submarinas e captou imagens inéditas de estranhas criaturas adaptadas às condições inóspitas das profundezas do oceano. O barco Tangaroa, da organização neozelandesa NIWA, fez uma viagem de três semanas para entender a vulnerabiliade diante da ação humana das comunidades submarinas que habitam as águas da costa da Nova Zelândia. Em uma área de 10.000 quilômetros quadrados e a uma profundidade de 1.500 metros, colheram cerca de 5 mil amostras que os cientistas acreditam ser novas para a ciência. Nessa expedição foi explorada pela primeira vez os montes submarinos Tangaroa, situados a cerca de 200 quilômetros da cidade de Wahakatane (Ilha Norte) e que fazem parte da cordilheira submarina Kermadec. Ali foi confirmada a presença de um vulcão e de uma área hidrotermal que tinha uma espécie de fumaça branca e foram captadas imagens e amostras de espécies estranhas de cracas e camarões ou enormes mexilhões de até 30 centímetros de comprimento. Durante a expedição foi constatado que "os animais estão especificamente adaptados a suportar os grandes níveis de gases e água quente produzidos no conduto hidrotermal", disse o chefe da expedição, Malcolm Clark. Ele também comentou que os canions estudados são similares aos vales profundos e desfiladeiros que existem na Nova Zelândia. "O fundo deles geralmente é composto de barro espesso, mas também tem pedras e pedregulhos que caíram das paredes", que são rochosas e têm corais e esponjas, além de barro e areia. Durante a expedição, foram produzidas pequenas avalanches, oque mostra que se trata de uma zona frágil e delicada diante de potenciais atividades de expolração e extração de recursos energéticos ou minerais de pesca em grandes profundezas. Os estudos, financiados pelo governo neozelandês, servirão para compreender a vulnerabilidade das comunidades que habitam as profundezas do mar diante de atividades humanas como perfuração do leito marítimo, pesca e mineração.As amostras somam a informação sobre as estruturas e comportamentos das comunidades biológicas na cadeia Kermade, onde há uns 50 vulcões submarinos ao longo de uns 1.500 quilômetros.


Foto 1: Na foto,Uroptychus Sp Squat Lobster Rob Stewart/EFE


Foto 2: Na foto,Asteroschema bidwillae snake stars on plexaurid coral Rob Stewart/EFE


Foto 3: Na foto,Ventral disc of Ophiomusium Sp Brittle Star Rob Stewart/EFE


Foto 4: Na foto,Polychaete Worm Rob Stewart/EFE


Foto 5: Na foto,Isopod Rob Stewart/EFE



Fonte: estadao.com.br

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