sexta-feira, 20 de julho de 2012

Fluído amniótico oferece célula-tronco 'alternativa e menos controversa'

Células-tronco retiradas de fluído amniótico podem ser transformadas em um organismo mais versátil, similar às células embrionárias, e podem ser uma alternativa à extração de células-tronco de embriões humanos, o que é uma prática controversa, anunciaram os pesquisadores britânicos que obtiveram sucesso ao reprogramá-las sem a necessidade de acrescentar genes. A descoberta sugere a possibilidade de que células-tronco proveninentes de fluído amniótico poderiam ser armazenadas em bancos e usadas em tratamentos e pesquisas, disseram os pesquisadores, oferecendo uma alternativa menos problemática que as células-tronco embrionárias. Células-tronco são a origem de todas as outras células do corpo. Cientistas dizem que ao utilizá-las para restaurar tecidos, elas poderiam levar a novas maneiras de tratar doenças para as quais atualmente não há tratamento, como o mal de Parkinson. Células embrionárias são colhidas de embriões e têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido. Outros tipos de células-tronco, incluindo as adultas ou as chamadas "pluripotentes", também são menos controversas, mas menos flexíveis para o trabalho de recomposição. Alternativas às células embrionárias geralmente agradam setores conservadores da socidade, como a Igreja, uma vez que há menos preocupação com questões éticas. O estudo das equipes do Colégio Imperial de Londres e do Instituto de Saúde Pediátrica da Universidade de Londres, publicado no jornal Terapia Molecular, afirma que as células dos fluídos amnióticos são justamente o ponto intermediário entre células-tronco embrionárias e adultas. "Células de fluídos amióticos têm potencial para se tornar vários tipos de tecidos, mas não são pluripotentes", explica Pascale Guillot, uma das pesquisadoras por trás do estudo. Ela, porém, diz que o trabalho mostra que essas células podem ter seu estado retornado à condição de flexível, ou pluripotente, apenas com a inclusão de um composto químico que altera seu DNA. Os cientistas colocaram células desse tipo para se desenvolver em uma solução química e elas retornaram a seu estado primitivo. Foram realizados, então, vários testes que verificaram a propriedade de pluripotência dos organismos, ou seja, estavam bastante parecidos com células embrionárias. Exames posteriores mostraram que elas tinham a capacidade de recompor tecidos de órgãos e ossos, por exemplo. Já era possível transformar células em pluripotentes anteriormente, mas apenas com alterações genéticas, o que é bem menos eficientes e apresenta riscos. O novo procedimento, afirmam os pesquisadores, transforma a células-tronco em um meio bastante promissor de desenvolver novos tratamentos sem esbarrar em questões éticas ou religiosas. 
Foto: Tasso Marcelo/AE/Uso de células-tronco amnióticas seria menos controverso, uma vez que não há uso do embrião
Fonte: estadao.com.br

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