segunda-feira, 16 de julho de 2012

Novos estudos refutam existência de vida com base em arsênio

Dois estudos publicados no dia 8 de julho pela revista “Science” refutam uma descoberta de 2010, que descrevia bactérias com o elemento químico arsênio em sua formação. A vida como conhecemos só pode ser formada por carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre. A existência de uma bactéria com arsênio em sua formação significaria a possível existência de formas de vida bem diferentes, o que incluiria seres fora da Terra. Em dezembro de 2010, a revista “Science” publicou uma pesquisa assinada por Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da Nasa, que descrevia uma bactéria encontrada no Lago Mono, no estado norte-americano da Califórnia. Essa bactéria teria o arsênio no lugar do fósforo, em sua composição. Desde então, muitos cientistas vêm questionando a pesquisa. Neste domingo, foram publicados resultados obtidos por duas equipes diferentes, que fizeram testes independentes com a mesma bactéria. Nenhuma das duas encontrou arsênio na composição da bactéria, e os autores de ambas acreditam que uma contaminação possa ter alterado os resultados do estudo original. Segundo uma nota emitida pela revista “Science”, os novos trabalhos mostram que a espécie “não quebra as duradouras regras da vida, ao contrário do que Wolfe-Simon tinha interpretado com os dados de seu grupo”. Contudo, Felisa Wolfe-Simon continua segura de que suas conclusões iniciais estão corretas. Por e-mail, ela informou à agência Associated Press que “não há nada nos dados desses novos artigos que contradiga nossos dados publicados”.


Foto 1: Lago Mono, na Califórnia (Foto: AP Photo/Ben Margot, arquivo)


Foto 2: Divulgação/Science /Imagem de microscópio da bactéria GFAJ-1 consegue colocar substância tóxica no seu DNA  

Fontes: G1; Último Segundo

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