segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Verdades e mitos sobre a reciclagem

Quando se fala em resíduos, excesso de lixo e poluição logo se pensa em reciclagem. O termo vem sendo utilizando, cada dia com mais freqüência, desde a década de 80, quando os problemas ambientais e a escassez de recursos começaram a preocupar as pessoas ao redor do mundo. Contudo, com a popularização da prática surgiram também os mitos e as inverdades sobre o assunto. Para poder tratar o lixo de forma correta e reduzir os impactos ambientais de tudo aquilo que jogamos fora é preciso ter atenção e se informar sobre o assunto.  
Todo produto com o símbolo de reciclável é ou será reciclado? Nem sempre. Os símbolos de reciclabilidade foram desenvolvidos para ajudar a identificar e separar materiais como vidro, plástico, papel/papelão, alumínio e aço para reciclagem. Muitas empresas já utilizam esse tipo de marketing como forma de agregar valor ao seu produto, mas é preciso ficar atento. Aquele símbolo significa que os materiais são potencialmente (e tecnicamente) recicláveis e não que serão efetivamente reciclados. Ou seja, pode acontecer, mas não necessariamente irá acontecer. Por isso, não se engane, procure saber a origem daquela embalagem e, quando for descartá-la, jogue-a em um coletor específico para aquele material.  
Os materiais podem ser eternamente reciclados? Falso. Muitas pessoas pensam que os materiais podem ser infinitamente reciclados, sempre originando outro produto com as mesmas propriedades do antigo, mas não é isso que acontece. O papel, por exemplo, em um determinado momento, precisará da adição de fibras de celulose “virgens”, o que acarreta novos danos como a extração de novas árvores, solo, água e energia. O plástico é outro material que nunca terá seu ciclo de reaproveitamento fechado. Um produto feito de plástico nunca será reciclado e transformado em outro igual, e sim em um produto diferente, muitas vezes com a inclusão de matéria prima originada do petróleo. Esse fato já provoca a reação de muitos ambientalistas, principalmente nos Estados Unidos, que já exigem a retirada de produtos como as garrafas pets de circulação.  
Materiais como papel, vidro, metal e plástico são sempre recicláveis? Falso. Grande parte desses materiais possui altos níveis de reciclabilidade, mas nem todos. Produtos como espelho, lenço de papel, papel higiênico, papel amassado, absorvente, fralda descartável, louça, barbeador descartável, papel-carbono, esponja de aço, etiqueta adesiva, clipe e grampo, cabo de panela, tomada, vidro, e muitos outros, não podem ser reciclados. Portanto, fique atento e saiba se aquilo que você está jogando fora poderá ser reciclado.  
Reciclar é barato? Nem sempre. Geralmente reciclar é mais barato que produzir algo a partir de matérias primas virgens. Isso não significa, contudo, que ela não gere custos nem danos ambientais. Um produto feito de materiais reciclados muitas vezes precisa da inclusão de novas matérias primas, energia para sua produção, além de uma série de outros gastos. Isso sem contar nos materiais, como pilhas e baterias, que possuem um processo de reciclagem bastante complexo e caro. Por conta desses valores, os produtos reciclados nem sempre são mais baratos. Isso porque, além dos custos citados, a escala de produção dos produtos reciclados são bastante reduzidas, em comparação com os demais produtos industrializados. A melhor forma de baratear esses produtos é comprando e dando preferência ao que for reciclado. Dessa 
forma, os grandes empresários poderão perceber o potencial econômico desses materiais e investir neles.
Reciclando vamos salvar o mundo? Falso. A reciclagem é uma prática repleta de benefícios. Ela diminui o volume de lixo nos aterros, evitando a poluição do ar, solo e lençóis freáticos, ajuda a reduzir a quantidade de matérias primas que seriam extraídas para a produção de bens de consumo e ainda contribui com pequenas comunidades, como catadores de lixo e cooperativas. No entanto, a reciclagem não é a solução. Se queremos garantir os recursos naturais e preservar de fato o planeta, precisamos agir segundo as normas dos três R´s. Primeiro, reduzir a quantidade de resíduos gerados, depois, reutilizar os materiais até que eles não tenham mais serventia, e aí sim, reciclar.


Foto 1: Portal de compras governamentais


Foto 2: A Tarde  



Fonte: EcoD

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