domingo, 16 de setembro de 2012

Butantan batiza 17 novas aranhas em homenagem ao filme 'Predador'

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, identificaram 17 novas espécies de aranha nativas da Mata Atlântica. O nome dado ao novo gênero descoberto a partir das espécies, Predatornoops, é uma homenagem ao filme "Predador". Entre as novas espécies, há várias que foram batizadas relembrando personagens e atores do filme. A aranha Predatoroonops schwarzeneggeri, por exemplo, é uma homenagem ao ator Arnold Schwarzenegger, que atua na produção de Hollywood. As espécies, que fazem parte da família Oonopidae, foram identificadas após seis anos de análise de aranhas coletadas na Mata Atlântica. Os pesquisadores destacaram a diferenciação da estrutura das quelíceras. "[Elas] possuem várias articulações e são totalmente diferentes das de espécies de outros gêneros", comentou o biólogo Antonio Brescovit, um dos responsáveis pela descoberta. O nome foi escolhido devido as articulações nas quelíceras (gancho frontal que serve para captura de alimentos e proteção), que lembram a vilã do filme Predador, de 1987. Por este motivo, as espécies foram destaque durante a apresentação no boletim do Museu Americano de História Natural. A descoberta também é considerada a maior contribuição do Brasil para o The Goblin Spider, um dos mais ambiciosos projetos mundiais já realizados para a sistematização desses artrópodes. As novas espécies serão enviadas para o Inventário Planetário de Biodiversidade (PBI), junto com os 23 tipos de aranhas identificados anteriormente pelos pesquisadores que participam da ação, que pretendem documentar todos os gêneros da família Oonopidae.  
Espécies pequenas: As espécies descobertas são pequenas e têm entre 1,8 e 2,1 milímetros, segundo Brescovit. "Elas aparecem no solo, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, até em Sergipe e no Sul, em Santa Catarina. O importante é que haja vegetação, mesmo que seja de uma área alterada [onde um dia houve Mata Atlântica]", pondera o pesquisador. Ele explica que alguns exemplares das 17 espécies foram encontrados até no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), onde está localizado o instituto. As quelíceras modificadas ocorrem basicamente nos machos das espécies. " A descoberta faz parte de um projeto internacional, o Inventário Planetário da Biodiversidade (PBI), afirma o pesquisador. Seis cientistas brasileiros fazem parte do grupo, sendo dois de São Paulo, dois do Pará, um do Rio Grande do Sul e outro de Minas Gerais. Brescovit ressalta que o grupo brasileiro já identificou cerca de 70 espécies dentro do PBI, que começou em 2006. O estudo das 17 novas espécies de aranhas foi publicado no boletim do Museu Americano de História Natural. 
Hipóteses: Os cientistas ainda tentam desvendar a utilidade das quelíceras presentes apenas nos machos das novas espécies. Eles sugerem que elas sejam utilizadas na reprodução, pois liberariam feromônio (hormônio da atração sexual). Além disso, podem servir para prender a fêmea durante a cópula. "Há também a possibilidade de serem usadas como arma durante a briga entre os machos, ainda que isso seja pouco comum em aranhas. Mas temos de coletar mais exemplares para fazer uma observação correta", declarou Brescovit.



Foto 1: Predatoroonops schwarzeneggeri, aranha batizada em homenagem ao ator (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)


Foto 2: Imagem mostra face de aranha recém-descoberta no Brasil (Foto: American Museum of Natural History/Divulgação)


Foto 3: Com a descoberta, o instituto ganhou destaque internacional. Foto: Antonio Machado  

Fontes: G1; estadao.com.br; EcoD

Um comentário:

  1. OLÁ, ENCONTREI UMA EM MINHA CASA, FEZ UMA TEIA EM UM CACTUS. CIDADE: CANDIOTA RS TENHO FOTOS... leandroismaelheck@hotmail.com... valeu gostei do nome dela!!

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