sábado, 8 de setembro de 2012

Doenças não contagiosas causam 2/3 das mortes no mundo

O relatório anual sobre estatísticas sanitárias da OMS apontou que doenças não contagiosas são, atualmente, a causa de dois terços das mortes no mundo e destacou que, um em cada três adultos sofre de hipertensão, um em cada três tem diabetes e cerca de 12% da população é obesa. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 16 de maio. O estudo, que foi realizado em 194 países, registrou altos níveis de pressão sanguínea (responsável por cerca de metade das mortes por derrame e problemas cardíacos) e da taxa de glicose no sangue em homens e mulheres, que caso não seja tratada, pode causar doenças cardiovasculares, cegueira e falha renal. Segundo a diretora geral da OMS, Margaret Chan, o relatório também evidência o aumento das doenças não contagiosas que causam enfermidades crônicas, sobretudo em países vulneráveis e em desenvolvimento. A África foi citada como exemplo pela diretora, que demonstrou sua preocupação com a falta de medidas preventivas em alguns lugares do continente, onde parte da população não sabe que corre um "alto risco de morte e incapacidade por um ataque no coração ou um derrame", destacou Margaret. O excesso de peso é a terceira grande preocupação da organização. Pois, "em todas as regiões do mundo, o número de obesos dobrou entre 1980 e 2008", alertou o diretor do departamento de estatísticas sanitárias e sistemas da informação da OMS, Ties Boerma. "Hoje, cerca de 500 milhões de pessoas (12% da população mundial) são consideradas obesas", frisou. O maior nível de obesidade foi detectado nas Américas, com 26% dos adultos, e o mais baixo no Sudeste Asiático (3%). As mulheres apresentaram uma porcentagem maior no quesito da obesidade. 
Progresso: A organização obteve resultados positivos na luta contra a mortalidade infantil, desde que estabeleceu os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da ONU. A mortalidade entre crianças de cinco anos reduziu de 88 mortes para cada mil nascidos vivos em 1990 (um total de 10 milhões de crianças) para 57 a cada mil (7,6 milhões) em 2010, resultando em uma diminuição de 35% na última década. O dado de redução é grande também no que se refere ao número de mortes maternais, de 543 mil em 1990 para 287 mil em 2010, mas a OMS indica que "a taxa de redução é apenas a metade do necessário para conseguir o objetivo relevante dos ODM". 
Foto: O estudo foi realizado em 194 países/Foto: AlishaV  
Fonte: EcoD

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