sábado, 1 de setembro de 2012

Metano na Antártica pode agravar aquecimento global

Um grande volume de metano, um dos gases causadores do efeito estufa, pode ter sido produzido sob o manto de gelo da Antártica ao longo de milhões de anos e se somar agora ao aquecimento global, caso seja liberado para a atmosfera por meio de degelo, mostra um estudo publicado no dia 29 de agosto na revista "Nature". Cientistas das universidades de Bristol, no Reino Unido, de Utrecht, na Holanda, da Califórnia, nos EUA, e de Alberta, no Canadá, simularam o acúmulo de metano nas bacias sedimentares da Antártica usando modelos e cálculos matemáticos. Eles descobriram que é provável que micro-organismos podem ter conseguido converter os grandes depósitos de carbono orgânico do manto de gelo nesse gás potente. Caso esteja presente, o metano provavelmente está preso sob o gelo, mas pode ser liberado para a atmosfera à medida que as temperaturas globais crescentes derreterem a camada de gelo, alimentando ainda mais o aquecimento global, afirmaram os cientistas. "O manto de gelo antártico pode formar um componente previamente negligenciado de metano global, embora exista uma incerteza significativa", diz o artigo.
Como é a liberação do metano: O metano permanece na atmosfera por até 15 anos. Os níveis têm aumentado nos últimos anos, seguindo um período de estabilidade desde 1998. O gás normalmente é retido como "hidrato de metano" em sedimentos sob o leito marinho. O hidrato de metano é uma forma de gelo que contém uma grande quantidade de metano, que em geral é estável. Quando a temperatura sobe, porém, o hidrato se quebra e o metano é liberado, dissolvendo-se em sua maior parte na água do mar. Mas, se o metano se rompe na superfície do mar e escapa para a atmosfera, pode intensificar o aquecimento global. Os cientistas já identificaram milhares de locais no Ártico onde o metano está sendo liberado para a atmosfera, mas o potencial para formação de metano sob o manto de gelo antártico tem sido muito menos estudado.


Foto1: Degelo na Antártica pode liberar metano ao ambiente (Foto: Ralph Timmermann/Alfred Wegener Institute)


Foto 2: Ralph Timmermann, Alfred Wegener Institute /O metano estaria preso no gelo da Antártida e seria liberado para atmosfera caso as temperaturas aumentem  
Fontes: G1; Último Segundo

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