segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Parasitas da malária têm mesmos traços genéticos em vários países

Uma descoberta publicada no dia 6 de setembro levantou um alerta entre os cientistas quanto aos riscos do desenvolvimento de uma versão mais resistente de um parasita da malária. Uma equipe internacional de cientistas analisou genes do Plasmodium vivax encontrados no corpo de pacientes infectados em três diferentes continentes e descobriram as mesmas mutações genéticas em todos eles. Essa semelhança, segundo os pesquisadores, é um sinal de que a circulação humana está espalhando o parasita pelo planeta. Se uma pessoa é infectada na África e picada por um mosquito na Ásia, por exemplo, esse parasita é levado a um novo continente. Isso é preocupante, pois existe apenas um remédio capaz de eliminar o P. vivax alojado no fígado dos pacientes, e não há vacina contra a malária. “Se surgir um parasita resistente aos remédios, com as viagens modernas, quanto tempo levaria até que essa resistência se espalhasse pelo mundo?”, questionou Peter Zimmerman, pesquisador da Universidade Case Western, dos EUA. “Os dados sugerem que isso pode se tornar um problema rapidamente”, completou o autor do estudo publicado pela "PLoS Neglected Tropical Diseases". Existem diferentes espécies de protozoários do gênero Plasmodium que causam a malária, e a P. vivax é apenas uma delas. O agente causador da doença é transmitido pelos mosquitos do gênero Anopheles.
Foto: Mosquito 'Anopheles', que transmite o parasita da malária (Foto: Hugh Sturrock / Wellcome Images) Fonte: G1

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