domingo, 9 de setembro de 2012

Tubarão-baleia 'suga' rede de pesca e engole pílula que rastreia animais

Ambientalistas da organização ambiental Conservação Internacional (CI) divulgaram imagens feitas de um espécime de tubarão-baleia (Rhincodon typus) sugando pequenos peixes que estavam em uma rede de pesca, em Papua, uma província da Indonésia. De acordo com os pesquisadores, esse hábito dos tubarões-baleia, classificado como "único", facilitou um trabalho de monitoramento realizado por integrantes da CI e do WWF-Indonésia. Juntamente com os peixes, foram colocados pequenos radiotransmissores em formato de pílulas, que, após ingeridos, vão fornecer informações aos ambientalistas sobre o tamanho da população desta espécie na região de Papua e, ao mesmo tempo, sobre o movimento desses indivíduos ao longo dos próximos anos. Em junho, 30 exemplares foram "marcados", ou seja, engoliram os transmissores. De acordo com os pesquisadores, a maioria desses tubarões eram do sexo masculino e mediam entre 3 e 8 metros de comprimento. A espécie costuma viver em mares quentes e pode chegar a medir até 20 metros e pesar 13 toneladas. Identificado em 1828, o tubarão-baleia se alimenta de plâncton, macro-algas, além de invertebrados e pequenos polvos. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), este animal é classificado como vulnerável na natureza.  
Pesquisa também é feita no Brasil: Um dos projetos científicos desenvolvidos no arquipélago de São Pedro e São Paulo, localizado a 1.100 km da costa brasileira, é a observação de exemplares desta espécie. Desde 1998, quando a estação científica no conjunto de ilhas foi inaugurada, estudiosos do Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) passaram a registrar a presença desses animais, que podem medir entre dois metros e 17 metros, por meio do “Projeto Tubarão-baleia”, conduzido pelos cientistas Fábio Hazim e Bruno Macena. A partir de 2008, esses animais passaram a ser monitorados com a ajuda de satélites. Para isso, rastreadores foram implantados em ao menos dez exemplares e vão contribuir no mapeamento da espécie na costa brasileira, além de identificar áreas importantes no ciclo de vida de tubarões-baleia jovens e adultos. O tubarão-baleia se alimenta principalmente de zooplâncton, mas ovos e larvas de peixes e invertebrados, além de lulas, também fazem parte de sua dieta. Tudo isso é encontrado em abundância nesta região brasileira, afirmam os pesquisadores. Tanto que em São Pedro e São Paulo já foram registrados 150 espécimes desde o ano 2000, dos quais dez foram identificados por fotos. Com uma área de 17 mil m² e apenas 18 metros de altitude, São Pedro e São Paulo é um território guardado pela Marinha do Brasil, que mantém funcionando no local uma estação científica habitada constantemente por pesquisadores de diversas universidades.


Foto 1: Imagem mostra exemplar de tubarão-baleia "sugando" peixes que estão em rede de pesca na costa da província de Papua, na Indonésia. (Foto: Mark Erdmann/Conservation International/AFP)


Foto 2: Pesquisador nada com tubarão-baleia nas proximidades do arquipélago de São Pedro e São Paulo, na costa brasileira (Foto: Divulgação/Projeto Tubarão-baleia)  


Fonte: G1

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