terça-feira, 9 de outubro de 2012

Aquecimento global deve diminuir tamanho de peixes

As mudanças climáticas e o aquecimento dos oceanos devem levar gerações de peixes a diminuírem de tamanho com o tempo, aponta uma pesquisa da Universidade de British Columbia, no Canadá. Os cientistas usaram modelos de computador para estudar mais de 600 espécies pelo mundo e descobriram que o tamanho máximo que os peixes alcançam pode ser reduzido de 14% a 20% até 2050. Os mares na região tropical devem ser os mais afetados, segundo o estudo, publicado na revista "Nature Climate Change". A redução de tamanho ocorrerá porque, além de mais quentes, os oceanos deverão ter menos oxigênio dissolvido. O cientista William Cheung, um dos autores da pesquisa e professor na universidade, afirmou ter ficado surpreso com um "encolhimento" tão grande obtido nos modelos que projetam gerações futuras de peixes. Os peixes marinhos são conhecidos por responder ao aquecimento global mudando suas rotas migratórias, aponta o pesquisador. Mas o efeito de redução do tamanho do corpo nas gerações de peixes "sugere que não estamos entendendo uma grande peça do quebra-cabeças da mudança climática nos oceanos", disse o cientista no estudo.  
Metabolismo: Ainda que os dados apontem para uma mudança pequena na temperatura da água no fundo dos oceanos, o impacto disso é grande no que diz respeito ao tamanho dos peixes. "O aumento da temperatura eleva diretamente a taxa metabólica do corpo dos peixes", disse William Cheung, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), autor da pesquisa. "Isso demanda mais oxigênio para a realização de funções corporais comuns. Faltará oxigênio para o crescimento, e o peixe terá um corpo menor." A equipe de pesquisa também usou seu modelo para tentar prever a migração de peixes por conta do aquecimento das águas e concluiu que a maioria das populações irá em direção aos pólos. Sendo assim, alguns mares frios terão de peixes pequenos comuns em águas tropicais. Mas a pesquisa faz a ressalva de que há incertezas nas previsões de mudanças climáticas e oceânicas e isso pode afetar o modelo apresentado. Sendo assim, diz Cheung, são necessários novos estudos. "Precisamos olhar com mais cuidado para a resposta biológica (dos peixes) no futuro", diz ele. Ao mesmo tempo, outros cientistas alertam para o impacto disso na produção pesqueira. "Indivíduos menores vão produzir ovos menores e em menor quantidade, o que afetará o potencial reprodutivo dos cardumes e reduzirá sua resistência à pesca e à poluição", afirma Alan Baudron, da Universidade de Aberdeen (Grã-Bretanha), estudioso de cardumes no Mar do Norte. 
Foto: Tubarão-baleia é avistado no mar, na costa do Nordeste (Foto: Divulgação)  
Fontes: G1; Último Segundo

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