segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Babuínos se assemelham a humanos na hora de fazer amigos

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriu que a personalidade de alguns babuínos, primatas típicos da África, se parece muito com a dos seres humanos na hora de fazer amigos ou manter laços duradouros com outros exemplares. Investigação divulgada no dia 1 de outubro na revista da academia americana de ciências, a PNAS, mostra dados de um estudo feito durante sete anos com um grupo de 45 fêmeas que vive em uma reserva ecológica de Botsuana, todas com aproximadamente sete anos de vida. Foi possível descobrir que ser um babuíno agradável, aumenta a possibilidade de ter laços sociais fortes e pode significar uma chance maior de transmitir bons genes para os descendentes. Para chegar neste resultado, os pesquisadores detectaram que os babuínos vivem em uma sociedade hierárquica, onde as fêmeas herdam a liderança de suas mães, dando a elas prioridade para obter alimentos e companheiros. Foi verificado ainda que os exemplares fêmeas de babuínos trabalham ativamente para manter laços sociais estreitos e, assim como os seres humanos, escolhem quais são os indivíduos que consideram melhores para conviver – baseados em características ligadas fortemente ao sucesso na forma física e na reprodução.  
Níveis de sociabilidade: Para isso, os estudiosos mediram a sociabilidade dos primatas através da contagem de parceiros de higiene e de sua tendência de ser amigável ou agressivo com demais espécimes. A partir da avaliação, foi possível categorizar os primatas em três níveis: agradáveis, solitários e distantes. De acordo com o estudo, fêmeas agradáveis tinham mais amigos e, muitas vezes, resmungavam para o baixo escalão de primatas para sinalizar confiança. Fêmeas distantes eram mais agressivas e menos amigáveis, mas emitiam ruídos para espécimes do sexo feminino com bebês em sinal de respeito -- mantinham baixo nível de relacionamento. Já as fêmeas solitárias ficavam sozinhas a maior parte do tempo e eram hostis. Das três categorias, as solitárias tinham os mais altos níveis de estresse e os mais fracos laços sociais e com parceiros. Os resultados permitiram analisar características de personalidade, habilidade social e sucesso reprodutivos de um primata selvagem. 
Foto: Exemplares de babuínos durante uma "sessão de limpeza". Quantidade de parceiros de higiene ajudou na pesquisa científica. (Foto: Divulgação/Anne Engh/Universidade da Pensilvânia)  
Fonte: G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela visita. Deixe sua crítica e sugestão para aperfeiçoarmos o blog. Abraços e Volte Sempre.