terça-feira, 16 de outubro de 2012

Bactéria pode acabar com estrelas-do-mar que matam corais

Cientistas australianos anunciaram ter identificado uma bactéria capaz de erradicar estrelas-do-mar devoradoras de corais, embora ainda desconheçam se esse micro-organismo é nocivo para outras espécies marinhas. A descoberta pode ser importante na luta contra a perda de recifes por causa de tempestades, do avanço das estrelas-do-mar e do aquecimento global. Segundo um estudo publicado por pesquisadores australianos, a Grande Barreira de Corais do país perdeu mais da metade de sua área viva nos últimos 27 anos. A Acanthaster púrpura, espécie de estrela-do-mar invasiva também conhecida como "coroa de espinhos", é responsável por 42% dos danos.Os cientistas do Centro de Excelência em Estudos de Recifes de Corais da Universidade James Cook, em Queensland, no nordeste da Austrália, desenvolveram um cultivo que infecta a estrela-do-mar com uma bactéria capaz de matá-la em 24 horas. Resta agora demonstrar que o método é seletivo e não representa ameaça às demais espécies marinhas. "Quando desenvolvemos um método de controle biológico, é preciso zelar para que tenha como alvo apenas as espécies referidas e garantir que não prejudique outras espécies em seu entorno", explicou o professor Morgan Pratchett. "Esse composto parece muito promissor nesse ponto, embora ainda seja preciso fazer muitos testes em aquário antes de realizar experiências no mar", afirmou. Nos pontos turísticos da Austrália, mergulhadores controlam a proliferação das estrelas-do-mar injetando veneno em uma por uma. Já a bactéria permitiria destruir até 500 indivíduos com uma única injeção. O Oceano Pacífico sofre atualmente uma invasão de Acanthaster púrpura, que afeta o território americano de Guam, a Polinésia Francesa, Papua Nova Guiné, e se estende até o Oceano Índico. 
Foto: Grande Barreira de Corais em imagem de janeiro de 2002. Nos últimos 27 anos, região perdeu mais de 50% de sua área viva (Foto: Centre for Marine Studies/The University of Queensland/Ove Hoegh-Guldberg/Reuters)  
Fonte: G1

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