terça-feira, 23 de outubro de 2012

Estudo do Inpa cataloga insetos aquáticos da Amazônia

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), através do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência em Ciência e Tecnologia (Pronex), desenvolve desde 2009 um levantamento das espécies de insetos aquáticos em Manaus e municípios da região metropolitana. A bióloga e coordenadora do projeto, Neusa Hamada, explicou que o estudo se enquadra na entomologia, que consiste na ciência que estuda os insetos sob todos os seus aspectos e relações com o homem, as plantas e os animais. “O foco de estudo é o levantamento através do inventário da diversidade de insetos aquáticos da região, conhecendo a biologia e a ecologia para utilizá-la como ferramenta na avaliação de classe ambiental, além da divulgação e popularização da ciência”, destacou Neusa Hamada, ressaltando que o projeto teve início na década de 1980. A especialista enfatizou que a relevância dos estudos dos insetos aquáticos refere-se à necessidade do conhecimento da diversidade, objetivando saber quando o sistema ambiental está sendo modificado em virtude de impactos provocados pelo homem. “Entres as situações que podem causar impacto as espécies de insetos, a construção de estradas e hidrelétricas, o descarte irregular de substâncias químicas em igarapés são as principais causas. Os insetos funcionam como termômetro, isto é, o seu comportamento são indicadores desse impacto. Além disso, os resultados dos estudos de entomologia são importantes para definição de áreas de preservação ambiental e parques. Por isso, precisamos conhecer a diversidade e a distribuição desses insetos”, ressaltou Neusa Hamada. De acordo com a coordenadora da pesquisa, para definição de parques e áreas ambientais, o comportamento de um grupo específico de insetos aquáticos mais sensíveis aos impactos é verificado minuciosamente. “A qualquer alteração que o ambiente sofre já reflete na composição e na presença dos insetos pertencentes ao grupo EPT (Epehemeroptera, Plecoptera e Trichoptera)”, esclareceu a bióloga. Segundo Neusa Hamada, 20 pessoas entre pesquisadores, alunos de mestrado, doutorado e graduação, estão envolvidas nos estudos dos insetos aquáticos, que tem como campo de pesquisa Manaus e região metropolitana, além dos municípios amazonenses de São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Presidente Figueiredo, Novo Airão, Manacapuru e Rio Preto da Eva.


Foto 1: Pesquisadores do Inpa em coleta de campo dos insetos aquáticos no Amazonas (Foto: Divulgação)


Foto 2: Inseto aquático conhecido como João Pedreiro (Trichoptera) coletado no Amazonas por pesquisadores do Inpa (Foto: Divulgação)


Foto 3: Inseto aquático Siriruia (Ephemeroptera) uma das espécies encontradas em solo amazonense que integra inventário do Inpa (Foto: Divulgação)  

Fonte: G1

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