quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Mais uma Vítima do Homem







As mudanças climáticas ligadas ao aquecimento global podem acabar com os lêmures de Madagascar. Eles são encontrados nesse país insular do Índico, sendo primatas e muito ameaçados de extinção no mundo. Há quase 60 espécies – todas em risco. Uma espécie de 20 anos mostrou que os lêmures são muito sensíveis a variações do clima. Súbitas reduções no regime de chuva, por exemplo, podem exterminá-las porque eles são extremamente dependentes da água durante seu ciclo reprodutivo. As previsões, porém não são nada boas, já que as florestas do país estão entre as áreas mais sujeitas a mudanças no clima. A palavra lémure deriva do latim "lemures", que significa "espírito(s) da noite" ou "fantasma(s)" e deve-se provavelmente ao fato destas criaturas serem brancas e notivagas, perambulando pela noite e fazendo os seus ruídos. A espécie de lêmure mais ameaçada de todas é o Lepilemur septentrionalis e estima-se que apenas restem 18 animais em todo o mundo. Mas há também outros animais que passaram agora a estar mais ameaçados. Como é o caso do maior de todos os lêmures, o Indri indri – de pelo preto e branco – e o lêmure preto-de-olhos-azuis (Eulemur flavifrons), a única espécie de primata que, além do ser humano, tem esta cor de olhos. A destruição da floresta tropical e um aumento do consumo de carne de animais selvagens reduziram, consideravelmente, o número de lémures, enquanto o país vive uma interminável crise política desde 2009. Fontes: Grande Enciclopédia Larousse Cultural, Nova Cultural; conservation.org.br; saudeanimal.com.br; anda.jor.br. 
Maria Celia Amorim

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